Na verdade, um dos instrumentos fundamentais da governação é o orçamento. Não está em causa. O que me parece é que uma parte significativa dos “fazedores” de opinião que têm espaço nos media, após as eleições presidenciais, se deixaram aprisionar por um esboço de orçamento, enredando-se em conceitos como o de “deficit estrutural”, concedendo-lhe tanto espaço e atenção que até parece que mais nada se passa no mundo, até neste nosso retângulo europeu. Aliás, uma Europa que, progressivamente, se tem deixado encurralar, perdendo espaço e influência na cena mundial, porque nós, europeus, como refere Eduardo Lourenço no prefácio à obra de Dietrich Schwanitz «Cultura – tudo o que é preciso saber», que o Expresso tem
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