Falta de eficácia e Hernâni inspirado complicam sonho transmontano

Dois golos de Hernâni colocam a tarefa dos transmontanos, em marcarem presença na final da taça de Portugal, mais difícil, num jogo em que os flavienses fizeram por merecer outro resultado.

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DIVISÃO DE HONRA

 

A equipa de Ricardo Soares tem que lamentar-se da falta de eficácia e de um Hernâni em noite de grande inspiração. De facto, o jogador vimaranense foi o grande protagonista da noite ao marcar dois excelentes golos e dessa forma dar uma margem de conforto à sua equipa.

Os conquistadores tiveram um início de jogo mais acutilante, perante um Chaves que estava à espera do que o jogo dava. E quando nenhuma das equipas tinha criado qualquer lance de perigo, os locais chegaram ao golo por Hernâni logo aos 10` num bonito pontapé de bicicleta.

Os transmontanos arregaçaram as mangas e foram à procura de serem felizes. Com Pedro Tiba a comandar a equipa (bela exibição) os pupilos de Ricardo Soares no espaço de um minuto criaram duas grandes oportunidades. Primeiro foi Bressan (19’) que apareceu isolado e não foi capaz de ultrapassar Miguel Silva e no minuto seguinte foi a vez de Fábio Martins se isolar e perder tempo de remate, mas a queixar-se de uma pretensa falta.

Com o jogo intenso, foi a vez do Vitória numa das raras aproximações poder dilatar o resultado, mas Sturgeon não conseguiu desviar para as redes um cruzamento da direita.

Aos 26’, o caso do jogo: cruzamento da direita do ataque transmontano e Bruno Esteves a apontar para a marca de grande penalidade por entender que Pedro Henrique jogou a bola com o braço/mão. Instalou-se a confusão e pouco depois voltou com a decisão a atrás, por indicação do seu assistente, perante os protestos dos flavienses.

Com os flavienses por cima, até ao intervalo ainda dispuseram de duas boas oportunidades, por Perdigão (30’) que cabeceou ao lado em posição privilegiada e por Braga (45’) que viu um jogador vimaranense impedir o golo praticamente em cima da linha de golo.

Após o descanso o jogo continuou intenso, com o domínio dos transmontanos, mas sem grandes oportunidades de golo. A primeira real situação desta etapa aconteceu aos 60’, mas o remate de Braga, isolado sobre a meia esquerda, foi à figura do guarda-redes.

No banco os treinadores procuraram mexer com o jogo, acabando por ser mais feliz Pedro Martins que lançou Tozé em jogo, que apenas com um minuto em campo descobriu Hernâni sobre a esquerda para o velocista se isolar e fazer um chapéu a António Filipe.

Os flavienses nunca baixaram os braços e poderiam ter reduzido a diferença em duas situações, por Rafael Lopes aos 80’, que obrigou Miguel Silva a boa defesa e num cabeceamento de Nuno André Coelho (86’) que saiu muito perto do poste esquerdo.

O resultado não resolve a eliminatória, mas complica a vontade dos flavienses em regressarem ao Jamor e deixa os conquistadores em boa posição para repetirem a presença numa final.

Bruno Esteves fez um trabalho de fraca qualidade. Decidiu bem quando voltou atrás na decisão de marcar a grande penalidade, mas equivocou-se demasiadas vezes tecnicamente e disciplinarmente. As meias-finais da prova rainha mereciam os melhores árbitros.

 

 

Depoimentos

Ricardo Soares, treinador do Chaves

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src="http://avozdetrasosmontes.pt/ricardo_soares-16/" style="float:left" width="150" />“Está na primeira parte, hoje provámos que temos capacidade para fazer mais do que dois golos ao V. Guimarães. O V. Guimarães entrou melhor, fez o golo e ficou na sua zona de conforto porque é muito forte nas transições. Baixou as suas linhas porque queria jogar dessa forma, nós circulámos bola, tivemos três oportunidades claras na cara do Miguel na primeira parte, mas o futebol é assim, a verdade é que o resultado da primeira parte está 2-0 mas ainda há uma segunda parte para jogar. Voltámos a ter falta de eficácia e isso paga-se caro. Tenho de dar uma palavra aos “ Valentes Transmontanos” que aqui vieram apoiar a equipa e dizer-lhes calma que isto ainda está na primeira parte. Hoje o jogo foi ingrato, o futebol não foi justo e noutras alturas as minhas equipas vão ganhar a produzir muito menos”

 

Pedro Martins, treinador do Vitória Guimarães SC

“Objetivo cumprido, vencer 2-0 e não sofrer golos era importante. Temos a noção de que ainda faltam noventa minutos, enfrentámos uma equipa com qualidade e foi um grande jogo de futebol. Estamos à frente com dois golos, o próximo jogo se calhar vai ter características diferentes, está tudo em aberto. Resultado importante, mas não dá garantias de absolutamente nada, pelo contrário, há que manter o mesmo foco. Recordo-me que o jogo do campeonato não teve esta essência de jogo, este foi completamente diferente, muito bem jogado, com oportunidades para as duas equipas. A vantagem não é suficiente. Vamos ter noventa minutos fortes, intensos, portanto, está tudo em aberto”  

 

 

Destaque

Hernâni, Inspirado e mortífero

O jogador vimaranense cedido pelo F.C. Porto foi a grande figura desta primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, ao marcar dois golos, nas duas oportunidades que dispôs, e dessa forma garantir algum conforto à sua equipa. Dois golos de excelente execução técnica: o primeiro numa bicicleta e o segundo num chapéu a António Filipe. Dois momentos que podem ser determinantes para encontrar um dos finalistas.

 

 

 

Ficha Técnica

Estádio Dom Afonso Henriques (Guimarães)
Árbitro: Bruno Esteves (AF Setúbal)
Auxiliado por: Rui Teixeira e Válter Pereira

Vitória Guimarães SC

4x3x3

Chaves 

4x2x3x1

Miguel Silva

António Filipe      

Bruno Gaspar

Pedro Queirós (81’)

Josué©

Nuno André Coelho        

Pedro Henrique

Nélson ©

Konan

Pedro Tiba   

Celis

Bressan (83’)

Zungu

Perdigão (61’)

Hurtado (75’)

Perdigão (76’)

Hernâni (83’)

Braga  

Sturgeon  (64)

Fábio Martins

Marega

Rafael Lopes

————

————

 

Raphinha (64’)

Davidson (61’)

Tozé (75’)

Batatinha (81’)

J. Aurélio (83’)

Patrão (83’)

Treinador Pedro Martins

Treinador Ricardo soares

Ao intervalo: 1-0
Marcador: Hernâni (10’ e 77’)
Disciplina: Amarelos: Celis (30’); Marega (33’); Sturgeon (44’); Zungu (67’); Miguel Silva (90’); Ponck (92’) e Tozé (92’)

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