Quinta-feira, 29 de Julho de 2021

Feirantes queixam-se de falta de apoios

Esta manhã, em Vila Real, os feirantes queixaram-se de terem de continuar a pagar a taxa de ocupação, coisa que em outras localidades não está a acontecer.

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Pouca gente e menos feirantes. Assim estava hoje a Feira do Levante, em Vila Real, que voltou a realizar-se mais de dois meses depois de ser suspensa devido à pandemia de Covid-19.

Maximino Maravilha é feirante há mais de 30 anos. Confessou à VTM que o regresso está a ser feito com "algum receio" e ainda que "o negócio esteja fraquinho, sempre é melhor estar aqui que em casa".

Os últimos tempos, diz, "têm sido muito difícieis porque uma pessoa até pode ter um saco cheio [de dinheiro], mas não entrando lá nada acaba por ficar vazio".

Mas para este feirante, que conta com a companhia da sua esposa, o mais preocupante nisto tudo é o facto de "termos de continuar a pagar o nosso lugar".

"Há sítios onde, até ao fim do ano, não temos de pagar nada, outros até setembro, mas aqui em Vila Real já recebi a carta para fazer o pagamento até ao dia 8 de junho", atirou, algo indignado, este feirante que paga 70 euros por mês para garatir o seu lugar na Feira do Levante.

Como ele, outros feirantes mostraram-se revoltados com a situação, até porque, dizem, "não houve tentativa por parte da autarquia em falar connosco para chegarmos a um acordo justo para ambas as partes".

A Feira do Levante, em Vila Real, voltou a realizar-se esta semana, mais de dois meses depois de ser suspensa. Regressou com menos feirantes, menos visitantes, mas mais regras para cumprir como o uso obrigatório de máscara, álcool gel nas bancas e distanciamento social.

Notícia desenvolvida na edição de 4 de junho

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