De acordo com a Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino, organizadora do evento, em parceria com a Palombar, “este festival faz parte de um programa de desenvolvimento para a região, procurando que a arte e a cultura sejam a causa para a sua revitalização, procurando novas aproximações artísticas, sociais e económicas, estimulando sinergias entre o património faunístico e florístico e o património cultural, material e imaterial e pensando os humanos como parte da natureza e a biodiversidade como um todo”. O evento gera “novas oportunidades de criar e de refletir coletivamente sobre o desenvolvimento local, proporcionando novas visões de futuro”.
Com entrada livre, mas sujeita a inscrição prévia, o Sons & Ruralidades oferece um vasto programa de atividades, que tem início amanhã, no Parque Ibérico de Natureza e Aventura, cuja inauguração coincide com a abertura do festival. O primeiro dia termina com a exibição do documentário “Os Burros Mortos Não Temem Hienas” de Joakim Demmer, seguido do concerto de Projeto sem teto.
Colóquio sobre o tema da Soberania Alimentar, oficinas de argumentos variados, como comida vegetaria e produção de adubos caseiros, a par de diversos espetáculos, entre os quais os de teatro-clown com Eva Ribeiro, fazem parte da programação cujo ponto alto é o concerto daguida, que acontece sábado à noite.
“Ao fim de 18 anos de percurso, apresentam-se ao grande público com o lançamento da sua primeira publicação oficial nas redes digitais: a música e o vídeo “Passageiro”. A sátira, a ironia, a alegria transmitida nas atuações, representam a vontade de quebrar barreiras e preconceitos”, refere a organização.
Quem participar no festival pode ainda visitar a feira de burros, com mostra e desfile, usufruir de diversas refeições convívio e participar na exposição de associações, grupos, coletivos, artesanato e produtos locais.
Os últimos dias do festival, 21 e 22, são dedicados à comemoração do Dia Europeu da Rede Natura 2000 com a comunidade escolar do concelho de Vimioso.



