Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026
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Festividade da Imaculada Conceição

Este mistério e privilégio significa que Nossa Senhora foi concebida imaculadamente, isto é, sem a mancha do pecado original, no ventre santo de Sua mãe Santa Ana, esposa de São Joaquim, desde o primeiro momento do Seu ser ou concepção. Disse “mistério” e “privilégio”, porque, como mistério, significa que é uma verdade teológica à qual […]

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Este mistério e privilégio significa que Nossa Senhora foi concebida imaculadamente, isto é, sem a mancha do pecado original, no ventre santo de Sua mãe Santa Ana, esposa de São Joaquim, desde o primeiro momento do Seu ser ou concepção. Disse “mistério” e “privilégio”, porque, como mistério, significa que é uma verdade teológica à qual todos os seres humanos devem dar assentimento, pois foi proclamado, dogmaticamente, pelo papa Pio IX, em 08.12.1954. “Mistério”, ainda, por ser a excepção e a “única” em que um filho de Deus entra no ventre de Sua mãe já sem o pecado original. “Privilégio” precisamente por este dito motivo e porque tinha de ser preparado um ventre no qual encarnasse (não incarnar) o Filho de Deus, todo puro, imaculado, isto é: Deus não podia nem convinha que entrasse num ventre onde teria habitado o pecado original, sinal da presença do demónio. Era impossível, incompatível!

A esta fé começou a ser criada e querida, segundo Santo Ireneu, desde o início da Igreja, por uma crença que já vinha do Génesis: “A uma mulher há-de a serpente tentar picá-La no calcanhar, mas Ela esmagar-lhe-á a cabeça, não deixando que Lhe toque”! Esta fé foi-se enraizando, consoante a Igreja ia crescendo. Em Portugal, a festa (porque a fé a devoção já existiam) da Imaculada parece ter sido introduzida, oficialmente, logo no séc. XII, pelo primeiro bispo de Lisboa, D. Gilberto (1147-1166). Na primeira metade do séc. XIV, já a festa estava generalizada, em todas as dioceses. A Rainha Santa Isabel mandou construir–Lhe uma capela, em Lisboa, por volta de 1321. O Santo Condestável construiu-Lhe uma grandiosa Igreja, em Vila Viçosa. Papas, bispos, teólogos, escultores, pintores, escritores e outros artistas têm-Lhe dedicado as suas melhores obras (à parte: eu próprio possuo, na minha biblioteca, uma obra intitulada “Poema épico-lírico à Imaculada”, encadernada, em quinze cantos, com 651 páginas, incluindo uma obra musical com 12 páginas, para 1.º e 2.º violinos, órgão, soprano, contralto e tenor, impresso no Ano Santo de 1925).

No tempo difícil da Restauração de Portugal, o rei D. João IV depôs, nas mãos da Imaculada, a Independência da Nação, e, em 1646, foi, com a sua corte, à Igreja de Vila Viçosa, agradecer a Nossa Senhora o bom resultado do empreendimento, oferecendo-Lhe a coroa que trazia : P’ra vossa Vos entregou / Ó Fonte de luz / Vós sois, afinal / Maria de Jesus / Padroeira de Portugal.

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