Terça-feira, 19 de Outubro de 2021
Armando Moreira
MIRADOURO Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

“Fique em casa”

MIRADOURO

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Referia-se aos povos que habitavam a parte mais Ocidental da Europa, de quem somos descendentes.

Lembrámos esta frase, a propósito do momento sanitário que vivemos neste início de 2021, dois mil anos depois de Plínio a ter proferido, quase como uma profecia.

A crise pandémica obriga-nos ao recolhimento em casa, em frente dos ecrãs televisivos, onde em praticamente todos os canais, sobressai um dístico: Fique em casa. Conselho em reforço das medidas de confinamento decretadas, para valer como lei.

O nosso país, que é geograficamente o mais ocidental da Europa, passou a ser o que tem os maiores índices de infeções da Covid e percentualmente o maior número diário de mortes, apesar de nos primeiros seis meses nos fazerem crer que éramos os bons alunos. De tal sorte, que em março e abril do ano passado, pela Páscoa, se percebeu que o país tinha parado de facto, à ordem do fique em casa.

Entretanto, esses alunos, que tão bem se comportaram até ao verão desaprenderam, e de tal sorte, que chegamos ao estado atual, com a cavalgada galopante deste vírus, de que não gostamos, mas, parece que ele gosta de nós – dos Lusitanos.

Damos razão a Plínio: não nos deixamos governar. No domínio do desenvolvimento económico do país, os números das Finanças Públicas atestam: o menor Produto Interno Bruto – PIB, per capita, não só dos países da União Europeia, mas, de toda a Europa. Em menos de trinta anos deixámo-nos ultrapassar por todos os restantes países, quando temos tanto, ou mesmo mais recursos naturais, do que a maior parte daqueles que nos ganham em competitividade. Seja, não nos sabemos governar. Não é ocasião para estar a atirar pedras a quem nos governa, que, já todos perceberam, tem uma ideologia que nos afasta do aproveitamento de todos os recursos, nomeadamente dos privados e do sector social. E era de toda a conveniência que estivéssemos todos de mãos dadas e empenhados nesta tarefa, quase impossível, de dominar a pandemia.

O que parece, infelizmente, dar razão ao General Romano tantos séculos depois.

Se não está só na mão do Governo, alterar esta situação, sigamos pelo menos o aconselhamento: fiquemos em casa.

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