Perto de 420 mil pessoas já votaram no concurso que vai eleger as “7 Maravilhas – Praias de Portugal”, sendo já possível saber as 10 candidatas que vão à frente na corrida, entre as quais estão as Fisgas de Ermelo (Mondim de Basto) e a Albufeira do Azibo (Macedo de Cavaleiros), anunciou, no dia sete, a organização da iniciativa.
Segundo a organização, até à data, “as 10 praias mais votadas, por ordem alfabética e independentemente da categoria em que concorrem, são: Costa Nova; Fisgas de Ermelo; Lagoa do Fogo; Praia da Ilha de Tavira; Praia da Zambujeira do Mar; Praia de Odeceixe; Praia de V. N. de Milfontes – Furnas; Praia do Guincho; Praia do Porto Santo; e Ribeira – Albufeira do Azibo”.
Depois de um processo que começou com a apresentação de 327 candidaturas e que já passou por uma ‘triagem’ da responsabilidade de um painel de ‘notáveis’, cabe agora aos portugueses escolher as sete melhores entre um rol de 21 praias de Portugal.
De recordar que, a “votação decorre até às 14h00 do dia 7 de setembro e as 7 vencedoras serão apuradas pelo maior número de votos em cada uma das sete categorias, ou seja, será eleita uma Maravilha por categoria”.
Assim, as Fisgas de Ermelo vão competir pelo título de uma das sete mais bonitas praias selvagens do país ao lado da praia do Canto Marinho (Viana do Castelo) e da Lagoa do Fogo (São Miguel – Açores). Já na categoria das “Praias de Albufeira e Lagoas”, os portugueses vão ter que optar pela Praia Fluvial da Albufeira do Azibo, pela Albufeira do Ermal (Vieira do Minho – Braga) ou pelo Vale do Rocim (Gouveia – Guarda).
É possível votar através do site oficial da iniciativa (www.7maravilhas.pt), no facebook (www.facebook.com/7maravilhas – tab “Votação”) e por chamada telefónica (custo de 0,60€ + IVA), sendo que as sete vencedoras serão reveladas a 8 de setembro, na Costa Alentejana, região anfitriã.
“Portugal tem cerca de 2750 quilómetros de costa, distribuídos por cerca de 1600 quilómetros no Continente, cerca de 825 quilómetros nos Açores e 325 quilómetros na Madeira, o que faz com que sejamos a 22ª maior Zona Económica Exclusiva do mundo e a 5ª europeia, considerando a escala global”, contabilizou em comunicado a empresa responsável pela realização da iniciativa.
“Promover a qualidade ambiental de Portugal, nomeadamente dos nossos recursos hídricos e a beleza da nossa costa e dos nossos rios e albufeiras, como fator decisivo na escolha de Portugal enquanto destino turístico”, é assim o principal objetivo das “7 Maravilhas – Praias de Portugal”.
Autarquia e UTAD querem “valorizar” Fisgas
“A votação ainda não terminou, mas essa é uma notícia muito boa”, considerou Humberto Cerqueira, presidente da Câmara Municipal de Mondim de Basto, que soube pelo Nosso Jornal a ‘boa nova’ vinda da organização das “7 Maravilhas”.
Segundo o autarca, a projeção que as Fisgas de Ermelo tiveram através da candidatura à eleição e, sobretudo, depois da transmissão de um programa em direto na RTP1 a partir daquele local, que se prolongou durante todo o dia, está a ter reflexos muito positivos, não só no que diz respeito à visitação daquele ex-líbris natural do distrito, mas também quando se fala na dinâmica turística e da restauração no próprio concelho.
“Vemos sempre dezenas de carros na zona das Piocas (lagoas utilizadas para banhos) e mesmo o centro da vila tem notado um aumento de visitantes”, explicou Humberto Cerqueira.
O mesmo responsável político avançou já ao Nosso Jornal que a Câmara, em conjunto com a Universidade de Trás-os–Montes e Alto Douro (UTAD) e o Parque Natural do Alvão, está a desenvolver um projeto de requalificação e valorização das Fisgas de Ermelo, consideradas como uma das maiores quedas de água da Península Ibérica.
O projeto, que está a ser pensado, tem duas componentes, uma física e material, e outra imaterial. Na primeira componente, o objetivo é melhorar os acessos, a sinalização e a informação, e criar as infraestruturas que permitam uma melhor e mais segura observação das Fisgas em si. Para tal prevê-se, entre outras medidas, a recuperação de duas casas florestais, uma deverá servir de centro de interpretação e outra poderá ser direcionada para um projeto de turismo científico, revelou o autarca.
Por outro lado, o projeto encerra uma vertente imaterial que visa a proteção e aproveitamento de todos os recursos naturais do local, bem como o seu enquadramento na área, nomeadamente com as aldeias envolventes. “Estamos a falar de um rio (Olo) que está entre os mais limpos da Europa”, defendeu.
Apesar de ainda não ter um orçamento fechado, Humberto Cerqueira revelou que deverão ser necessários uns “largos milhares de euros” para a prossecução do projeto, um investimento para o qual o município espera poder contar com apoios comunitários, uma vez que a Câmara não tem disponibilidade financeira para o assumir na íntegra.




