Sábado, 3 de Dezembro de 2022
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Flavienses uniram-se pelos direitos humanos na Ucrânia

A vigília, organizada pela Amnistia Internacional – Grupo de Chaves, decorreu na segunda-feira e juntou cerca de duas centenas de pessoas que, desta forma, quiseram demonstrar a sua solidariedade para com o povo ucraniano

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Foram oito as cidades portuguesas que, na segunda-feira, se concentraram à mesma hora em prol dos direitos humanos na Ucrânia. Em Chaves, o Largo General Silveira tornou-se o epicentro da solidariedade, afeto e oração de cerca de duas centenas de pessoas que quiseram demonstrar que, naquele dia, a luta era só uma, a da paz.

[/block]Francisco Marques, membro da Direção da Amnistia Internacional – Grupo de Chaves, mostrou-se surpreendido pelo “mar de gente” que a iniciativa conseguiu mobilizar. “Foi uma agradável surpresa. Não esperávamos tanta gente e estamos muito felizes com esta demonstração de solidariedade para com o povo ucraniano. Não podemos admitir o que está a acontecer. É uma violação clara dos direitos humanos e das fronteiras de um país soberano”.

 “Não podemos admitir o que está a acontecer. É uma violação clara dos direitos humanos”
FRANCISCO MARQUES
Amnistia Internacional – Grupo de Chaves

Em Chaves, “existe uma comunidade ucraniana bastante forte, muito trabalhadora. A grande maioria tem família na Ucrânia e, portanto, receia pelo que lhes possa acontecer. Esta foi, também, uma demonstração de apoio para com essa comunidade”.
Nuno Vaz, presidente do município flaviense, destacou a injustiça que pauta a guerra a que o mundo assiste. “O que hoje aqui quisemos expressar foi, de facto, que esta é uma guerra injusta, ilegítima, inaceitável, mas o que nos preocupa é, sobretudo, um povo que sofre, que foi arrebatado da sua liberdade. Esta é uma guerra contra a dignidade das pessoas humanas”.

Na vigília, “quisemos deixar uma palavra de apoio, de solidariedade, de compromisso que não se quer esgotar nesta expressão pública. Devemos juntar a nossa voz à daqueles que defendem uma liberdade dos povos, mas, sobretudo, um respeito pelo direito internacional, pela independência de um estado autónomo, como é a Ucrânia. Todas as guerras são injustas e, portanto, só podemos defender a paz e fazê-lo de forma intensa”.

O autarca acredita “que esta guerra se pode vencer pela união de todos os povos e de todos os cidadãos mostrando-a, efetivamente, quer neste compromisso público, quer no dia a dia, (promovendo-a) em todos os espaços de intervenção” e, ao mesmo tempo, fazendo “o embargo a todos os produtos da Rússia. Temos que fazer sentir não só a nossa palavra, mas, também, a nossa ação”, frisou Nuno Vaz.

“Eu tenho família na Ucrânia e na minha cabeça passa a ideia de me juntar a eles”
IGOR HENSERUK
Ucraniano
residente em Chaves

Igor Henseruk, ucraniano, a viver em Chaves há já 20 anos, visivelmente emocionado, tem esperança “que a guerra vai acabar” em breve. “No século XXI não é possível fazerem isto. Há adultos, crianças e soldados a morrer dos dois lados. Também há russos a morrer. Eu tenho família na Ucrânia e na minha cabeça passa a ideia de me juntar a eles, mas tenho a minha mulher aqui. Para já estamos a ajudá-los com comida e dinheiro”.

Igor esteve no seu país de origem “no ano passado, de férias, e voltei, agora no início deste ano, a Chaves. Se eu soubesse que ia acontecer isto, acabava por ficar por lá e já não voltava. Mas vamos continuar a ter esperança”.

Além de populares, dos quais muitos ucranianos residentes em Chaves, também as forças de segurança e os Bombeiros Flavienses marcaram presença na vigília, bem como a Delegação de Chaves da Cruz Vermelha, a CIMAT – Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e vários membros do executivo municipal.[/block]

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