Furacões Políticos

Os últimos tempos têm sido tempestuosos: a morte de Ben Laden às mãos de militares americanos, o mandato de captura do Tribunal Criminal Internacional contra Kadhafi e a prisão do director geral do FMI em New York. E para acabar de compor o ramo, no nosso pequeno quintal lusitano, o pedido de ajuda externa às instituições financeiras internacionais.

Tudo isto tem sido um regalo para os jornalistas, uma dor de cabeça para os governos e um céu de nuvens negras para os povos.

Ben Laden já deu contas a Deus pelos crimes que cometeu, e tantos foram, mas o terrorismo não acabou. Está a ser reciclado. A Al Qaeda pode mesmo acabar a prazo, com esse nome, mas os criminosos que a compõem continuarão sob outras siglas. Enquanto o Ocidente não perceber que deve entender-se e apoiar as mulheres e os homens do islamismo moderado, na sua luta contra os tiranos que os escravizam, esses movimentos terroristas não encolherão as garras. Não é com bombardeios que estas questões se resolvem: é com compreensão

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