Terça-feira, 19 de Outubro de 2021
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Futebol de Formação, para onde vais?…

É fundamental que um clube, independentemente da sua dimensão ou estatuto, tenha um projeto com ideias bem definidas, sobre o que pretende para a sua formação.

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Ter um projeto organizado a nível diretivo, é o caminho a seguir por parte dos clubes de futebol, sendo também um dos maiores desafios para quem dirige o clube. No que concerne à formação, a direção tem por função contratar os coordenadores e treinadores e enquadrá-los no projeto selecionado, permitindo ainda, em eventuais mudanças diretivas, que a continuidade do mesmo não seja posta em causa, facilitando a integração para quem venha de novo.

Ora o futebol de formação é uma escola de jogadores de futebol. Assim como a escola tradicional pretende dar uma formação cultural e académica aos cidadãos para que mais tarde possam vir a ser integrados na vida ativa, a escola de futebol pretende dar uma formação adequada aos jovens futebolistas, para que mais tarde possam vir a integrar equipas seniores.

Desta forma não podemos dissociar dois dos principais intervenientes no processo formativo de jovens atletas, os dirigentes e os treinadores.

Os primeiros porque definem os destinos dos clubes, a sua gestão financeira e desportiva, os seus projetos desportivos e eventualmente sociais, sendo determinantes nas escolhas que fazem para a implementação do projeto, dos coordenadores e treinadores da formação.

Os segundos, os treinadores, são eles os responsáveis por cada etapa do processo formativo, definem e trabalham para habilitar os jovens atletas das ferramentas necessárias à sua evolução num contexto individual e coletivo em cada percurso. Transmitido, princípios e valores essenciais à sua formação enquanto desportistas e seres humanos. Sendo este obrigatoriamente, o verdadeiro denominador comum dos dirigentes, coordenadores e treinadores.

Neste processo, é determinante fazer um enquadramento correto dos treinadores por parte da coordenação da formação dos clubes, mas para isso é necessário que cada um defina o seu próprio perfil em termos de experiência, conhecimento, objetivos e preferências, de forma a sentir-se realizado com o escalão que treina, evoluindo nos seus conhecimentos também através de uma formação continua e especializada.

Estamos longe de ter uma cultura desportiva com raízes sólidas sustentadas na educação e valores, que permita uma mudança de mentalidades fora do egoísmo existente no “Mundo do Futebol” seja ele profissional ou amador. Na minha opinião, “é preciso ter formação para estar na formação”, sendo necessário formar dirigentes em áreas especificas como nas áreas de Gestão Financeira, Gestão Desportiva, Comunicação/Marketing e na vertente Social/Cidadania, sob pena de nos próximos anos, vários clubes, verem a sua formação desaparecer…, por manifesta falta de condições.

 Não podemos esquecer que uma boa parte dos clubes (MAL) nas suas atuais estruturas diretivas recorrem aos pais dos atletas para funções de delegados, diretores e treinadores de equipa, começando logo por aqui, a criação de um mal-estar na formação…, já para não falar noutro tipo de interesses de origem financeira…

No SCVR, a formação não é só um problema da época anterior, apesar de ter sido uma época para esquecer para quem prometeu “demais” e conseguiu “de menos”…, com demasiados problemas de ordem diversa, mas esta situação tem sido recorrente há várias épocas, acontecem, de alguns anos a esta parte com frequência, alguns erros dos aqui apontados, mas o problema mais critico e que potencia o sucedido, continua a ser, a ausência de um projeto para a formação.

 

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