O furto de metais é uma das grandes preocupações comuns entre os comandos transfronteiriços da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Guarda Civil Espanhola que, no dia 13, estiveram reunidos ao abrigo de um acordo de cooperação bilateral entre os dois países.
Segundo os comandantes de Vila Real e Pontevedra, que, juntamente com os responsáveis pelos comandos de Ourense (do lado espanhol), Bragança, Braga e Viana do Castelo, também marcaram presença na “reunião semestral de controlos móveis”, realizada em Chaves, o furto de metais “merece especial atenção” na região transfronteiriça.
“Trata-se de um produto que passou de um valor de três euros por quilo para seis euros, e que tem um grande mercado na China”, sublinhou José Jar Couselo, Tenente-Coronel que comanda da Guarda Civil de Pontevedra.
No que diz respeito a Vila Real, Norberto Fernandes, do Comando Territorial de Vila Real da GNR, sublinhou que outra problemática que tem merecido a atenção das autoridades nos últimos meses é o tráfico de droga.
Já o seu homólogo espanhol refere as “movimentações de explosivos” como outra das preocupações no que diz respeito à criminalidade transfronteiriça. “Nesta época do ano, também trocamos muitas informações relativas aos incêndios, porque temos grandes manchas florestais dos dois lados da fronteira”, sublinhou ainda José Jar Couselo.
“Nestas reuniões debatemos a criminalidade, analisamos a sua evolução, sinalizamos os focos e depois adoptamos a actuação em função dos índices registados e da sua localização”, explicou Norberto Fernandes, referindo ainda que o balanço dos últimos seis meses é muito positivo.
Assinado em 1994, o protocolo de cooperação entre as forças de segurança portuguesas e espanholas implica a realização, semestralmente, das reuniões de controlos móveis, o que permite, segundo o comandante de Pontevedra, que os responsáveis possam delinear melhor as estratégias “de combate ao tráfico, à delinquência e à imigração ilegal”. “Conhecendo-nos melhor podemos depositar toda a nossa confiança uns nos outros. Quando é necessário algum tipo de operação conjunta é bom sabermos com quem estamos a trabalhar”, sublinhou o Tenente-Coronel.
O comando de Pontevedra é composto por cinco companhias operativas (mais uma de apoio ao comando e outra responsável por um estabelecimento prisional) dividas por 33 postos locais e nas quais trabalham mais de 1600 homens.



