Segunda-feira, 2 de Agosto de 2021

GNR na rua por uma “Aldeia Protegida”

Até ao final de setembro, várias equipas da Guarda Nacional Republicana (GNR) vão percorrer as várias aldeias do concelho de Mirandela

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O Comando Territorial de Bragança, através da Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário (SPC) de Mirandela, está, desde o dia 24 de agosto, a realizar uma série de ações de sensibilização no âmbito de uma iniciativa denominada de “Aldeia Protegida”.

A VTM acompanhou uma dessas ações, na aldeia de Vale de Salgueiro, a cerca de 16 quilómetros da sede de concelho. Num dos cafés da aldeia, a GNR dirigiu-se a quem estava na esplanada, com o objetivo de os alertar para a importância de cumprir as normas de segurança inerentes à Covid-19.

“Esta ação visa sensibilizar os cidadãos para as obrigações legais a que estão sujeitos para prevenir a propagação do vírus”, explica o capitão Hugo Torrado, acrescentando que a mesma surge devido “ao aumento da população com a vinda dos emigrantes e dos migrantes, à existência de um elevado número de idosos referenciados e o facto de nos termos apercebido de alguns ajuntamentos, nomeadamente nos cafés”.

Do uso obrigatório de máscara à lotação dos estabelecimentos, passando pela necessidade de higienizar os espaços e manter uma distância social, nada fica de fora no panfleto que os militares vão entregando à população.

“Notamos que, nas aldeias, existe um falso sentimento de segurança porque as pessoas pensam que por lidarem com pessoas que conhecem podem facilitar, o que não é verdade”, realça o capitão.

Até ao momento, “não houve nenhuma situação preocupante”, garante o comandante da GNR de Mirandela, salientando que “os idosos são a nossa grande preocupação porque nestas situações há sempre quem se tente aproveitar e enganá-los”.

Eduardo Augusto Sérgio, de 94 anos, ouviu tudo com muita atenção, mas usar máscara não é com ele. “Eu estou todo o dia no campo e aqui no café também não uso, mas olhe, se tiver de ser, que remédio tenho”.

Na mesa ao lado, David Cadavez, de 70 anos, confessa que “não usamos muito a máscara, só quando vamos aos supermercados e dentro do café, mas pelos vistos até na esplanada temos de usar”.

Lurdes e António Bouça são os proprietários do café e não ficaram muito surpresos com a informação passada pela GNR. “A lotação passou dos 45 para os 20 lugares, o acesso às casas de banho é controlado e as mesas vão sendo desinfetadas”, explicam, referindo que “o que mais nos preocupa é se tivermos de voltar a fechar mais cedo. Com despesas mensais na ordem dos 1000 euros não é fácil”.

A iniciativa “Aldeia Protegida” arrancou a 24 de agosto e até ao final de setembro vai percorrer várias alteias do distrito de Bragança.

DEPOIMENTOS

"Não costumo usar máscara, mas se tiver de ser…”

 

Eduardo Augusto Sérgio

Habitante Vale de Salgueiro

 

O que mais nos preocupa é se tivermos de voltar a fechar mais cedo”

 

António Bouça

Proprietário café

 

"Notamos que, nas aldeias, existe um falso sentimento de segurança”

 

CAP. HUGO TORRADO

Comandante GNR Mirandela

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