Quinta-feira, 6 de Maio de 2021
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Gostar de Vila Real…

Há políticos que escrevem de forma eloquente e têm um ótimo discurso, contudo quando sujeitos ao contraditório, tornam-se agressivos, mostrando por vezes arrogância e má educação. É fácil dizermos que adoramos a nossa terra, com ou sem demagogia, podemos fazer este tipo de afirmações politicamente corretas, mas a prática do quotidiano, mostra-nos, por vezes, uma […]

Há políticos que escrevem de forma eloquente e têm um ótimo discurso, contudo quando sujeitos ao contraditório, tornam-se agressivos, mostrando por vezes arrogância e má educação.

É fácil dizermos que adoramos a nossa terra, com ou sem demagogia, podemos fazer este tipo de afirmações politicamente corretas, mas a prática do quotidiano, mostra-nos, por vezes, uma realidade bem diferente.

Não posso deixar de destacar a dualidade de critérios da autarquia, da forma como exerce o direito de preferência. Como sabem a CMVR não exerceu esse direito no imóvel da loja do cidadão, optou por fazer um negócio ruinoso que, em minha opinião, indicia gestão danosa…, tendo até ao momento (março/2020) pago catorze rendas no total de 154 000€, por um edifício devoluto. No entanto, e bem antes da loja do cidadão, num terreno junto ao Liceu, a autarquia decidiu exercer o direito de preferência, desta vez não propôs o aluguer do espaço…, a ação judicial já decorre há bastante tempo. Ora aqui temos dois pesos e duas medidas, ainda por cima, elementos com responsabilidade na vereação, afirmaram… para justificar o injustificável, que a autarquia, nunca tinha exercido o direito de preferência…

A obra da avenida, reconheço que foi uma decisão que necessitou de coragem política, não sendo uma questão de PS/PSD ou outro tipo de alternância, contudo tenho muitas dúvidas do objetivo ou propósito da oportunidade desta coragem…. Mas o início da execução desta obra mostrou-nos que o “Modus Operandi” desta autarquia, baseou-se na incompetência de alguns e em vários incumprimentos de ordem legal que podem ter dado origem a eventual destruição de património arqueológico, que só não teve proporções mais graves, porque a sociedade civil não pactuou com a ineptidão do executivo da CMVR e obrigou os organismos governamentais a intervirem. Mas o que considero mais grave, foi a não assunção da responsabilidade técnica e política do que aconteceu, pois, os verdadeiros “responsáveis incumpridores” não tiveram um pingo de vergonha e comportaram-se com um descaramento tal, como se nada tivesse acontecido, contando com o apoio político dos seus camaradas, mostrando que a irresponsabilidade, a incúria e a incompetência na gestão socialista são recompensadas…. Os munícipes que tirem as suas ilações… 

Como vila-realense gosto da minha terra, provavelmente haverá pessoas que gostem mais dela do que eu, mas sei que há uma coisa que nunca faria… prejudicar de forma tão evidente a terra onde nasci.

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