As Associações de Defesa Sanitária, ADS, estão preocupadas com o futuro, já que na tarde de terça-feira estiveram reunidas com o secretário de Estado da Agricultura, Daniel Campelo, no Ministério da Agricultura, e saíram de lá com as “mãos a abanar”.
Neste encontro, além do secretário de Estado, estiveram presentes, a directora-geral de Veterinária e representantes da Associação de Agrupamentos de Defesa Sanitária de Trás-os-Montes e da respectiva Federação Nacional.
Se os dirigentes já entraram preocupados, mais preocupados ficaram com aquilo que ouviram na reunião. Um dos dirigentes adiantou, ao Nosso Jornal, que “o Estado não assume o pagamento e isso vai ter consequências drásticas no sector da sanidade animal e até terá reflexos na saúde pública”.
Segundo a mesma fonte, “há um misto de angústia e alarme” quanto ao futuro das Associações de Defesa de Sanitária. “Estávamos à espera que nos ajudassem com aquilo que temos a receber, mas afinal nem sabemos o que nos reserva o futuro. Eles dizem que não tem dinheiro para cumprir os compromissos”, reforçou.
Perante o resultado desta reunião, vão surgir em breve movimentações em Trás-os-Montes ao nível associativo, e serão realizadas várias assembleias-gerais das ADS, onde serão decididas posições públicas ou outras formas de protesto, apurou o Nosso Jornal.
As ADS são muito importantes para o controle da sanidade dos animais que são consumidos pelas pessoas, nomeadamente ovino, caprino e bovino. Estas associações são agrupamentos de Defesa Sanitária que realizam trabalhos de sanidade animal, em coordenação com os serviços de veterinária estatais.



