A carreira aérea Bragança-Vila Real-Lisboa deverá ser assegurada por mais seis meses graças ao prorrogamento do contrato de financiamento entre o Governo e a Aerovip, explicou ao Nosso Jornal Luís Ramos, deputado Social-Democrata na assembleia da República, eleito pelo círculo eleitoral de Vila Real.
Apesar de ainda não se ter realizado uma reunião agendada com o secretário de Estado dos Transportes, o deputado explica que tudo indica que o contrato com a empresa que garante o transporte aéreo será estendido, garantindo a manutenção daquele serviço até que se conclua um novo concurso público internacional.
A AeroVip é a empresa que garante a carreira área desde Janeiro de 2009, depois da rescisão do contrato de concessão da exploração com a Aerocondor, empresa que mantinha o serviço nos últimos anos e que, alegando “problemas técnicos”, interrompeu os voos em Março de 2008.
Com o actual contrato de concessão, em vigor até ao dia 12 de Janeiro, a empresa transportadora garante dois voos a partir de Vila Real para Lisboa e outros dois a partir da capital nacional em direcção à capital transmontana, custando as viagens, respectivamente, 52,87 euros e 61,81 euros.
Este serviço conta com um financiamento do Estado que ronda, anualmente, os dois milhões de euros, e que varia de acordo com a sua taxa de ocupação, cerca de 10 mil passageiros no total.
De recordar que, a Câmara Municipal mantém a intenção de levar a cabo um projecto de ampliação e requalificação do aeródromo municipal cujo orçamento ronda um milhão de euros e que prevê, além da ampliação da pista, a recuperação de toda a zona envolvente daquela infra-estrutura.
No que concerne ao projecto previsto para a pista de aterragem, a intenção da autarquia passa pela construção de uma nova pista com 1800 metros e uma inclinação de cerca de 20 graus relativamente à actual, que será desactivada, o que permitirá que o aeródromo receba qualquer tipo de aviões.






