Haverá saídas limpas?

Faltam cerca de dois meses (17 de maio) para terminar o atual programa de ajustamento a que nos obrigámos perante a troika. Não obstante o alívio que se pressente pela aproximação do alegado fim deste calvário, a verdade é que há muito poucas razões para celebrar a “saída” da troika do nosso País.

Decorrido o programa de ajustamento, na verdade os ajustamentos aconteceram onde não era desejável que eles tivessem ocorrido. E naquilo que era essencial, basicamente ficou tudo na mesma ou pior.

No final deste período, o que nos resta?

Uma taxa de desemprego chocante. Tem baixado algumas décimas, mas mantém-se a um nível brutal, sendo de salientar as elevadas taxas de desemprego de longa duração e entre jovens e licenciados, para os quais escasseiam respostas.

A emigração atingiu níveis muito preocupantes. Um verdadeiro êxodo populacional que se traduz também numa “fuga” de cérebros, com a saída de muitos portugueses qualificados que, perante a inexistência de oportunidades internamente, vão contribuir com a sua criatividade e capacidade para o desenvolvimento

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