Vila RealHelicópteros de Macedo e Aguiar da Beira transferidos para Vila Real

Helicópteros de Macedo e Aguiar da Beira transferidos para Vila Real

Apesar de ainda não haver uma data exata para o adeus de Macedo de Cavaleiros e de Aguiar da Beira aos helicópteros de emergência médica que estão alocados às suas unidades de saúde, já é certo que a mudança vai acontecer. Segundo o INEM, os números de serviços efetuados pelas duas aeronaves “são significativos e demonstrativos da necessidade de racionalizar estes meios”.

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) já confirmou oficialmente que, no âmbito do processo de reestruturação dos seus meios, se vai proceder à centralização em Vila Real de dois dos helicópteros que servem a região norte.

“Encontra-se em fase de preparação a entrada em funcionamento de um novo dispositivo de helicópteros do INEM”, explicou ao Nosso Jornal fonte do Gabinete de Marketing e Comunicação do Instituto.

Segundo a mesma fonte, “as modificações que estão a ser estudadas não vão prejudicar nenhuma das populações que possuem atualmente uma aeronave”, estando já a ser “desenvolvidos esforços para garantir a estas populações alternativas seguras e de qualidade para responderem eficazmente a eventuais situações de emergência médica”.

“Assim, no caso de Aguiar da Beira e Macedo de Cavaleiros, vão ser colocadas ambulâncias operadas diretamente pelo INEM que vão garantir uma resposta diferenciada em tempo útil à população desses concelhos”.

O Instituto garante mesmo que “alternativas deste tipo são até mais eficazes no socorro às populações em causa, uma vez que existir um helicóptero estacionado numa dada localidade não pressupõe que este meio de emergência vá socorrer a população que lhe está mais próxima, mas sim uma mais distante”.

O INEM justifica também a medida com as estatísticas relativas ao número de vezes que os dois helicópteros foram chamados a intervir nos primeiros cinco meses deste ano. “Entre janeiro e maio, foram transportados pelo héli sedeado em Aguiar da Beira 89 doentes, o que faz uma média de 0,5 doentes transportados em cada dia. Relativamente ao helicóptero colocado em Macedo de Cavaleiros, tem no mesmo período 104 doentes transportados, o que dá uma média de 0,7 doentes transportados por dia. Se tivermos apenas em conta os transportes primários (transportes entre o local da ocorrência e a unidade de saúde), esta média é ainda mais baixa: 0,3 doentes por dia”. “Estes números são significativos e demonstrativos da necessidade de racionalizar estes meios”, considera o Instituto.

Mas nem todos na região estão convencidos das mais-valias defendidas pelo INEM, e os autarcas já fizeram saber publicamente que vão opor-se à decisão por considerarem que o adeus à aeronave sedeada em Macedo vai “deixar as populações desprotegidas”.

“Se querem racionalizar que o façam onde há mais recursos e não sempre no interior”, defendeu Berta Nunes, presidente da Câmara Municipal de Alfandega da Fé, e uma das vozes que já se levantou contra a deslocalização da aeronave, até agora, brigantina.

De recordar que, no final do ano passado já teria sido posta em causa a manutenção do horário de funcionamento daqueles meios aéreos, nomeadamente a sua prontidão 24 horas por dia, uma questão que veio a não ser cumprida.

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