Depois de três anos de espera, o Hospital de Proximidade de Lamego vai finalmente receber um aparelho de TAC (Tomografia Computorizada) no próximo ano. A boa nova foi anunciada pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, que visitou esta unidade na semana passada.
Questionado sobre a data exata em que o equipamento poderá estar a funcionar em pleno, o responsável governamental não se quis comprometer, mas deixou a garantiu que em 2017 os lamecenses poderão contar com o aparelho, até porque o hospital tem desde a sua construção uma sala pronta para receber o TAC.
O secretário de Estado tem o processo em cima da mesa e vai decidir até ao final do ano o investimento, que referiu ser uma prioridade para os lamecenses. “O equipamento “envolve recursos financeiros avultados”, cerca de 200 mil euros, mas “até ao fim do ano quase de certeza que fica definido esse investimento e teremos o TAC neste hospital em 2017”, sustentou Manuel Delgado, adiantando que o aparelho terá uma amortização rápida. “Em quatro anos e meio/cinco anos, nós conseguimos amortizar porque poupamos em exames no exterior, fornecimentos externos, poupamos em transporte de doentes e aproveitamos melhor os recursos humanos que temos cá dentro”. Desta forma, “há ganho para o erário público e sobretudo para os doentes”, frisou.
Devido à falta deste equipamento, só no ano passado cerca 4300 utentes deste hospital tiveram de se deslocar para a unidade de Vila Real para fazer um TAC, o que traz custos avultados para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
O objetivo da visita do governante prende-se sobretudo com informações que lhe chegaram de “alguma frustração das populações, de incompreensões ou até falta de conhecimento” relativamente às intenções do conselho de administração do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD). Para “clarificar com é o papel desta unidade”, Manuel Delgado negou a intenção de retirar a cirurgia ambulatória do hospital de Lamego, dizendo que isso “era matá-lo e eliminar a sua principal imagem de marca”, mesmo no contexto do CHTMAD, no qual está inserido. “Não há nenhuma intenção em fazer isso”, garantiu este responsável, adiantando que o conselho de administração e o governo estão a fazer um esforço para dotar o hospital de mais valências em breve.
No que respeita ao internamento, disse não estar previsto o aumento do número de camas. “São cerca de 30 que continuarão e pensamos serem suficientes”, afirmou.
Relativamente aos incentivos que são dados pela câmaras municipais aos médicos para se instalarem no interior, Manuel Delgado diz que esses incentivos devem ser dados em função dos ganhos que poderão daí advir, mas deve ser uma política concertada com o ministério da Saúde. “Estamos convencidos, quer na componente de remuneração, quer na promoção ao nível da carreira, quer as condições de estudo, formação e investigação, quer os apoios das autarquias, a médio prazo iremos ter os recursos humanos melhore distribuídos pelo país”.
Recorde-se que, na quinta-feira, o conselho de ministros esteve reunido e, no âmbito do Programa Nacional para a Coesão Territorial, aprovou incentivos para a fixação de médicos no interior, entre os quais está a majoração de 40 por cento no salário base dos clínicos.
O Hospital de Proximidade de Lamego, que foi o primeiro do país a ser construído de raiz para ambulatório, foi considerado um projeto de saúde inovador em Portugal, privilegiando a componente de ambulatório com o objetivo de reduzir o impacto do internamento na vida dos doentes e das suas famílias.




