RegiãoIdosa foi salva das chamas por filho e neto

Idosa foi salva das chamas por filho e neto

Uma mulher, de 89 anos, foi salva das chamas, pelo seu filho e um neto, quando dormia, na sua casa, em Parada de Aguiar. Neste incêndio, ocorrido por volta das 21.15 horas de Sábado, além da idosa que ficou intoxicada com o fumo, o seu neto e outro vizinho acabaram por cair num buraco da […]

Uma mulher, de 89 anos, foi salva das chamas, pelo seu filho e um neto, quando dormia, na sua casa, em Parada de Aguiar. Neste incêndio, ocorrido por volta das 21.15 horas de Sábado, além da idosa que ficou intoxicada com o fumo, o seu neto e outro vizinho acabaram por cair num buraco da habitação, partindo o primeiro algumas costelas. O fogo pôs em alvoroço a pacata aldeia que tocou os sinos, a rebate.

Contou Maria do Céu, uma sua vizinha, que “a idosa já deitava fumo, pela boca, quando saiu de dentro da casa. Parecia até que já estava morta”.

Ao que apurámos, Maria Irene terá feito, como habitualmente, uma pequena fogueira, dentro de casa, ao pé da porta e ter-se-á deitado e adormecido.

“Vimos um clarão a sair do telhado e pensámos o pior!” – sublinhou Maria Fernanda, bisneta da idosa que “ficou com o coração nas mãos”, pois a sua casa é contígua à da octogenária e poderia ser também atingida pelas chamas.

“A porta teve de se abrir com uma picareta, pois a Irene não dava já sinais de si” – realçou.

A casa onde vive a idosa era e é ainda um autêntico barril de pólvora. Lenha amontoada e uma garrafa de gás fazem uma mistura explosiva. Tal facto fez temer, ainda mais, as pessoas da aldeia.

Segundo o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Pouca de Aguiar, António Sarmento, quando chegaram ao local, ainda tiraram do buraco os dois homens e, de imediato, aplicaram oxigénio à idosa”. Esta, mais o filho, José Pinto, foram ambos levados para o Centro Hospitalar de Trás-os–Montes e Alto Douro, onde foram assistidos, tendo tido já alta.

A casa onde vive Maria Irene mais parece um palheiro. Não tem janelas, a luz solar quase nem entra ali e as paredes são “forradas” com pilhas de madeira.

De referir que esta idosa vive sozinha. Confrontada, por nós, sobre o incêndio que foi apagado pelo seu filho e pelo seu neto, não se lembra de nada do que aconteceu.

Dizem os seus filhos que Maria Irene rejeita o apoio deles.

“É muito desconfiada, anda sempre a dizer que a roubamos e trata-nos mal” – contou a sua bisneta, Maria Fernanda. Por vontade dos seus familiares, ela podia estar na casa deles, mas sempre tem rejeitado tal ideia.

 

Jmcardoso

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