Apesar das campanhas de informação e sensibilização da GNR e PSP, alertando para os casos de burla, junto da população mais idosa do distrito de Vila Real, os casos continuam a acontecer e nos últimos dias de uma forma notória. O “modus operandi” utilizado foi sempre o mesmo. Os burlões dizem que as notas de 50 euros vão ser retiradas da circulação e precisam de ser trocadas por novas.
Além das ocorrências em Vila Real, no concelho de Vila Pouca, nas aldeias de Telões e Capeludos, dois idosos foram vítimas deste tipo de crime, num valor total que ultrapassou os 2 mil euros. Em Ribeira de Pena, na freguesia de Limões, foi registada uma tentativa de burla, mas a mulher que foi abordada pelos burlões confessou que não tinha dinheiro em casa e que o tinha gasto na feira de Vila Real.
A última situação aconteceu na sexta-feira. Um homem, de 70 anos, residente na aldeia de Bormela, freguesia de Atei, concelho de Mondim de Basto, foi alvo de uma burla de 1050 euros. Dois indivíduos chegaram num carro e bateram à porta do idoso, dizendo que eram da Segurança Social e que andavam a trocar as notas de 50 euros, que iriam ser retiradas de circulação. Então, o homem dirigiu-se a uma caixa que tinha em casa e retirou de lá o dinheiro que entregou aos burlões. Estes alegaram que iam buscar as outras notas ao carro e acabaram por desaparecer. Ao que apuramos, estes burlões já tinham sido referenciados em situações similares. Para que estas situações não se repitam, é fundamental em qualquer abordagem por desconhecidos pedir a identificação das pessoas. Como o próprio cartão exibido ao peito pode ser também uma artimanha, o melhor é exigir o Cartão de Cidadão ou o Bilhete de Identidade.
A figura do funcionário da Segurança Social é a que mais tem sido utilizada para a concretização das burlas, bem como a troca de notas. As pessoas mais idosas costumam ter dinheiro em casa, e os burlões aproveitam para as abordar com diversas artimanhas que acabam por iludir as pessoas.
Outras figuras são usadas para enganar e extorquir dinheiro e valores aos idosos, nomeadamente o recurso ao “conto do vigário” Aqui entram as simulações de funcionários dos CTT, médicos, cobradores de água camarários, reparadores de contadores, vendedores de roupas, cobertores e utensílios domésticos, e até bancários. Hoje, ninguém vai buscar dinheiro a casas das pessoas e é isto que a população deve ter em conta.



