Vila RealImportadores mundiais passaram pelo Douro

Importadores mundiais passaram pelo Douro

Produtores reconhecem as mais-valias do evento, e a prova é que regressam anualmente para se encontrar com novos importadores. A edição de 2017 já está garantida

“A missão inversa é um modelo inteligente de negócio, porque permite aos empresários estar aqui, ao pé de casa, e receber importadores de vários países diferentes”, sublinhou Luís Tão, presidente da Associação Empresarial de Vila Real (Nervir), durante a 11ª edição do In Douro Wine Export Business, que decorreu entre os dias 20 e 22.

Segundo o presidente da associação, os resultados práticos da iniciativa são difíceis de calcular, uma vez que o “segredo é alma do negócio”. No entanto, a prova do sucesso da In Douro Wine Export Business está no interesse dos produtores da região em participar. “Mais de 70 por cento dos produtores que participam são reincidentes. Há muitos produtores que vêm desde a primeira edição, e logo nesse ano começaram a exportar”, explicou Luís Tão, confiante de que o encontro permitiu a muitos empresários do setor “alargar horizontes”.
Escolhidos através de uma parceria com Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, através das suas delegações espalhadas por todo o mundo, os importadores convidados são diferentes todos os anos, sendo que este ano estiveram representantes da Alemanha, Áustria, Canadá, Colômbia, Holanda, Irlanda, Japão e Polónia.  
Para além das provas, os importadores tiveram oportunidade de provar os vinhos dos produtores presentes nas refeições que fizeram durante a sua estadia e ainda de conhecer um pouco da região, tendo visitado o miradouro de S. Leonardo de Galafura e feito um pequeno cruzeiro no rio Douro.
“Este é um modelo que funciona, por isso vamos mante-lo”, frisou Luís Tão, confirmando ainda que a edição do próximo ano já está garantida, uma vez que a organização do In Douro Wine Export Business foi integrada num projeto de internacionalização mais lato, o “Soul Wines” (Vinhos com Alma), que mereceu um financiamento europeu para dois anos.
Marta Macedo, da Quinta do Filoco (Tabuaço), reconhece as mais-valias do evento, em que participa há “seis ou sete anos”. “No primeiro ano em que participamos conseguimos logo o nosso primeiro cliente no mercado externo, a partir daí fomos conquistando cada vez mais clientes”, explicou.
Exportando já cerca de 80 por cento da sua produção (para países como a Bélgica, Holanda, Suíça, Polónia, Filipinas, China, Japão, Estados Unidos e Angola), a Quinta do Filoco, procura participar em vários eventos, dentro e fora de Portugal, para promover e mostrar os seus vinhos. “Portugal tem o nome cada vez melhor posicionado lá fora e o Douro mais ainda, está muito na moda”, defendeu.
Pedro Duarte, da empresa D’Origem, está a dar os primeiros passos na exportação, isso apesar de já receber muitos visitantes estrangeiros na quinta onde está sedeada, em Casal de Loivos (Alijó). “Estamos a apostar no enoturismo e na venda direta aos visitantes estrangeiros. Falta-nos um canal de distribuição para fazer chegar mais facilmente os produtos aos vários países”, explicou.

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