Por feitio pessoal, desde tempos muito remotos que paira sobre nós uma angústia sobre o futuro. Sempre que nos debruçamos pelos problemas desta vida, quisemos antecipar o conhecimento do dia seguinte, determinante para o exercício do poder político e o sucesso financeiro.
De tão imprevisível tornou-se um privilégio das divindades. E quis a bondade dos deuses, como históricos curandeiros, cartomantes, mestres da adivinhação – uns convictos, outros marcados de sonhos e angústias.
Entretanto, as nossas dúvidas continuam, julgávamos que a pandemia estava controlada, e ei-la repentinamente pujante. É certo menos agressiva, com menos vítimas, mas mais contagiante. De qualquer modo, condicionando a vida de cada um e de todos, confirmando que a vacinação é fundamental. Sem ela, tudo se torna mais difícil e dramático.
Depois vem a política. Agora temos as legislativas. As promessas são cada vez maiores. No mundo tudo corre bem e as coisas vão andando, mas quando há problemas e falta de meios para prevenir e tratar a doença, começa a inquietação pelo desemprego e, simultaneamente, a falta de mão de obra qualificada. Só no fim é que nos preocupam os elevados níveis de pobreza e da descontínua desvalorização.
Finalmente, aparece o futebol com os problemas no Benfica, Porto e Sporting, que não passou de minudências, que só servem para iludir multidões.
Bom Ano Novo com saúde e determinação para fazer a diferença.






