No passado, muito mais que no presente, as pessoas só conseguiam desfrutar das pistas dos carros, dos carrosséis, do poço da morte, dos aviões, das cadeirinhas, das farturas, etc., precisamente por altura da realização dessas festas. As cidades e vilas enchiam-se de pessoas, muitas delas vindas também das aldeias mais próximas, especialmente aos fins de semana ou no dia do arraial. Não faltavam as ruas engalanadas e iluminadas a preceito, algumas cobertas com autênticos tapetes de flores que faziam as delícias dos olhos de muitas pessoas enquanto aguardavam pela passagem da procissão. Que me lembre, com exceção da feira popular de Lisboa, não havia naqueles tempos nenhum espaço de diversão aberto em regime de permanência.
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