Segunda-feira, 2 de Agosto de 2021
António Martinho
VISTO DO MARÃO Ex-Governador Civil, Ex-Deputado, Presidente da Assembleia da Freguesia de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

(I)rresponsabildades

O tema mais premente da atualidade continua a ser o da pandemia que o Coronavírus – 19 provocou. Por razões que era suposto estarem já ultrapassadas, mas não estão. O sacrifício de uma clausura a que muitos nos vimos obrigados e a que aderimos convencidos da bondade da medida parece ter sido inútil. Não foi, […]

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O tema mais premente da atualidade continua a ser o da pandemia que o Coronavírus – 19 provocou. Por razões que era suposto estarem já ultrapassadas, mas não estão. O sacrifício de uma clausura a que muitos nos vimos obrigados e a que aderimos convencidos da bondade da medida parece ter sido inútil. Não foi, mas parece. Os números que vêm a lume mantêm o assunto em alta. E há sempre quem se encarregue de carregar nas tintas para acirrar ânimos, amedrontar os mais tímidos e causar pânico nos menos informados. Sim, porque o tema já mandou para as calendas um certo espírito construtivo que imperou, mas não perdura. Era expectável, porque em democracia é normal a discordância e o contraditório está na sua essência. Unanimismo não se coaduna com democracia, é um facto. Mas nunca pensei que esse espírito que animou março e abril se desvanecesse tão depressa. O espírito construtivo até poderia constituir um bom incentivo a outras atitudes.

Sim! Atitudes positivas seria o expectável. Um forte sentido de responsabilidade por parte de todos também seria o desejável. Lamentavelmente, nem uma, nem outra abundam. Por cá, verificamos que há espaços comerciais que já abandonaram os cuidados iniciais. E o Segurança que se encontrava à entrada para racionalizar o número de clientes no seu interior, em alguns casos, desapareceu. Talvez porque aumentava os custos de contexto. E nada de desperdício. Vale o sentido de responsabilidade de algu(ns)mas funcionário(a)s que não se inibem de chamar a atenção quando nos distraímos. Por Vila Real, o uso sistemático de máscara parece não ter entrado nos hábitos de uma parte significativa dos seus habitantes. Depois, há quem estranhe que as pessoas que trabalham no campo também a não usem. Como se, genericamente, pudéssemos comparar a natureza do trabalho num e noutro meio. E que dizer das situações, na última semana, por Carcavelos, pelas Docas, ou, mais a Sul, por Lagos e que as redes e a comunicação social relataram?! Festas… Em altos decibéis, ou com bombos!

Tenho tido a sorte – será? – de ouvir, ou ler depoimentos de especialistas nestas matérias. E acompanhar quem, com objetividade, vai escrevendo sobre estas questões e de forma responsável nos dão algumas dicas. Como as do Doutor Pedro Simas no Expresso do dia 20: «temos que usar a regra (…) de evitar contactos próximos, espaços fechados e espaços lotados». Afinal, tão simples e tão importante. Basta ser responsável.

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