Sábado, 19 de Junho de 2021
António Martinho
VISTO DO MARÃO Ex-Governador Civil, Ex-Deputado, Presidente da Assembleia da Freguesia de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Juntos somos mais…

Expressão que nos habituámos a ver em diversos contextos. Que obteve um forte e especial significado quando proferida pelo novo Presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, na cerimónia da sua posse, num anfiteatro a transbordar, lá no forte (fortim, preferem os mais exigentes nas questões de património cultural militar) de Santiago da Barra, em Viana do Castelo.

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Verdadeiramente, a expressão completa foi «Juntos somos mais Norte». Para ser verdade, exige-se  o contributo de todos os que se envolvem na problemática do turismo. Porque o Norte não é só um. Melhor: para ser mais … tem que partir da tomada de consciência de que as potencialidades do Norte são maiores e mais potenciadoras se houver plena consciência de que a diversidade que o Norte oferece é uma verdadeira vantagem competitiva deste(s) destino(s) turístico(s). Daí que se reconheça total acuidade quando Luís Pedro Martins, em entrevista à Rádio Renascença, lembra as virtualidades do Douro, de Trás-os-Montes e do Minho. E assim se reconhece o que em 2011 se considerava como algo de fundamental, na estratégia de promoção turística desta região no mercado externo – partir do princípio da complementaridade destes destinos. Os responsáveis de então pela promoção externa agiam nesse sentido. Ainda bem que se volta a pensar assim. Haverá vantagens para todos, para os que investem no Porto e para os que investem no Douro, em Trás-os-Montes ou no Minho. Importante, mesmo, é que a economia de toda a região possa crescer, “para os que aqui vivem, mas também aqueles que aqui trabalham e que investiram na área do turismo”.

Trabalhar de um modo particular os produtos, os recursos, que sejam transversais a toda a região. É uma boa opção. Racional e merecedora da adesão de todos os que investem no turismo. Desde logo, os empresários, grandes, ou pequenos. Mas decerto também encontrará bom eco nos autarcas. Se há que definir prioridades, que se definam as que potenciam os recursos e que com os meios disponíveis se traduzem em mais-valias para o conjunto da região. Sabe-se que não se pode ir a tudo ao mesmo tempo. Veleidade. O rio Douro, o Enoturismo e a Gastronomia, os Caminhos de Santiago, assim como a EN2 são bons exemplos. E numa região com o único Parque Nacional do país, o do Gerês, e vários Parques

Naturais e áreas protegidas, o Turismo da Natureza constitui outra vantagem, marcadamente transversal. Quero crer que, quando se vê crescer a procura por este tipo de atividade, uma maior atenção para este produto só poderá trazer vantagens. Com esta visão do Norte, não subsistirão dúvidas que há espaço para crescer, “para fazer crescer a oferta e a procura turística na região”. Vista como um todo, não como um conjunto de partes. Os turistas que vêm ao Douro, a Trás-os-Montes, ou ao Minho também podem vir ao Porto, e vice-versa. E num trabalho conjunto em que todos possam trabalhar para todos, melhorando os resultados de cada um.

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