Justiça… Precisa-se

Ulpiano, jurista romano, definia a justiça como “a constante e perpétua vontade de dar a cada um o que lhe corresponde”. Isto já é muito, mas não basta – é preciso algo mais.

Segundo as leis de cada país, os cidadãos estão obrigados a praticar a justiça legal ou comutativa, isto é: cada um merece a retribuição do seu trabalho. Se ficarmos por aqui, é porque temos a fasquia muito baixa, pois há uma justiça social que amplia e aperfeiçoa a justiça legal. A justiça social diz-nos que toda a propriedade pessoal tem função social, sem com isto querer negar o direito à propriedade privada; o excedente, quer particular, quer das empresas tem função social.

A responsabilidade da justiça social deve pertencer a todos, mas não a podemos esquecer, a pretexto de caridade. Nos séculos XIX e XX, o exercício da caridade nos hospitais, nas escolas e nas

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