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Linha do Corgo motiva polémica

O Movimento Cívico da Linha do Tua contestou algumas informações saídas na imprensa nacional sobre a antiga via-estreita do Corgo. Isto surgiu num artigo “Um lugar à janela” que mereceu forte contestação do MCLT, manifestando “um vivo repúdio”.

Incentivar o visitante a viajar de comboio numa linha que não existe “foi a gota de água que fez transbordar a paciência” do MCLT e de um cidadão, confrontados com uma página de Facebook da CP. “Fomos confrontados com um diálogo na vossa página do Facebook, intitulada ‘Lugar à Janela CP’, que nos merece uma tomada de posição clara de repúdio. No vosso post, de 7 de fevereiro último, partilharam uma ligação da rubrica ‘Fugas’, de um jornal nacional que dá conta de um empreendimento turístico na localidade de Pedras Salgadas, que terá ganho um prémio de hotelaria num conceituado site de arquitetura de craveira mundial”. Ora acresce ainda no referido artigo é mencionado que “Pedras Salgadas possui uma estação na Linha do Corgo, mais especificamente ao seu PK (Ponto Quilométrico) 61,268 e cuja linha tem início na estação da Régua e término em Chaves, ligando assim as Pedras Salgadas ao Alto Tâmega e ao Baixo Corgo – e daqui ao restante território nacional, através da rede ferroviária nacional”. Bom, acrescenta-se e sublinhe-se que “desde 1 de janeiro de 1990 os comboios não mais circularam por Pedras Salgadas e como consideramos que o povo trasmontano não é nenhum bombo da festa do centralismo desinformado do desmando que emana de Lisboa, este mesmo ofício seguirá em cópia para o senhor secretário de Estado dos Transportes e para o senhor presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte”.

No mesmo documento, este Movimento, que surge na defesa da via do Corgo, colocou uma interrogação: “Com que refinado sentido de hipocrisia é que a empresa, única ou maioritariamente, responsável por privar 130 mil trasmontanos do seu direito consagrado na Constituição à mobilidade, neste caso ferroviária, se dá ao desplante de os invetivar a viajar no comboio que lhes foi roubado num ato de terrorismo social, e de recomendar aos potenciais visitantes da região uma viagem a um local de onde esse mesmo serviço ferroviário foi desonrosamente subtraído?”

A situação foi denunciada ao secretário de Estado dos Transportes e ao presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

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