Vila RealMaioria dos diplomados da UTAD fica na região Norte

Maioria dos diplomados da UTAD fica na região Norte

Segundo um estudo divulgado pela UTAD, a maioria dos alunos licenciados na academia transmontana, entre os anos de 2003 e 2007, desenvolve hoje a sua actividade profissional na Região Norte. Mais, de um total de perto de 4.300 inquiridos, 9 por cento criou a sua própria empresa, e desses 31 por cento sediou-se em Vila Real.

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), através do seu Observatório do Percurso Profissional dos seus Diplomados, divulgou, na semana passada, o seu mais recente relatório de acompanhamento da experiência dos seus licenciados no mundo do trabalho.

Vocacionado para acompanhar a actividade profissional dos antigos estudantes da instituição, o Observatório apresenta agora os resultados sobre a sua inserção no mercado de trabalho entre 2003-2007, um período de análise que está a ser ampliado aos anos mais recentes, numa estratégia articulada com o gabinete Alumni UTAD, visando reunir informação adicional para apoiar a definição de futuras políticas e estratégias educativas.

O universo de inquiridos incluiu um total de 4293 de diplomados na UTAD, que foram agrupados em oito áreas científicas, designadamente: Ciências Agrárias e Veterinárias, Ciências Sociais e Serviços, Ciências Empresariais, Ciências da Educação, Ciências da Vida, Ciências do Ambiente, Ciências do Desporto e Ciências e Tecnologia. Quanto à área geográfica de residência, 69% dos diplomados inquiridos reside na Região Norte do País, sendo que 25% em Vila Real, 22% no Porto e 13% em Braga.

Em termos médios, a taxa de empregabilidade dos diplomados continua a ser elevada (87%), embora se tenha registado um decréscimo de 4% em relação ao anterior quadriénio. Os valores mais elevados (superiores a 90%) registam-se nas Ciências e Tecnologia e Ciências Empresariais. O estudo comprova que a maioria dos diplomados desenvolve a sua actividade profissional na Região Norte, exercendo funções na actual empresa há mais de um ano 65% dos inquiridos, predominantemente no sector privado. Contudo, o exercício de funções em órgãos de administração pública central e regional predomina nas Ciências da Educação, Ciências da Vida e Ciências do Desporto.

Quanto ao tipo de vínculo estabelecido com as entidades empregadoras predomina o contrato permanente nas Ciências Agrárias e Veterinárias, Ciências Empresarias e Ciências e Tecnologias, embora se registe um aumento de 13 % dos contratos a prazo em relação ao anterior quadriénio de 1997-2002. Nas Ciências Agrárias e Veterinárias, a criação do próprio emprego assume maior relevância em relação às outras áreas.

Os resultados mostram que continua a existir uma relação estreita entre as funções desempenhadas no emprego e a formação adquirida no curso em todas as áreas em estudo, sendo que em certos casos as funções que exercem actualmente poderiam ser desempenhadas por diplomados com formação noutras áreas e mesmo com formação académica inferior.

No caso dos desempregados, regista-se que a situação se verifica há menos de um ano em 79% dos inquiridos, sendo que 17% estão em situação de procura do primeiro emprego. Os inquiridos expressam a reduzida oferta de emprego (60%) e o excesso de diplomados na área (58%) como factores que dificultam a obtenção de emprego.

Quanto ao primeiro emprego, 85% dos inquiridos referem que a inserção no mercado de trabalho se concretizou até um ano após a conclusão do curso e 18% iniciou a actividade profissional antes da conclusão do curso. O conhecimento da possibilidade de emprego surgiu através do recurso a conhecimentos pessoais, concursos públicos, resposta a anúncios e de candidaturas espontâneas.

A actividade do Gabinete de Inserção na Vida Activa (GAIVA) começa a ter alguma expressão, em particular nas Ciências Agrárias e Veterinárias, Ciências da Educação e Ciências Tecnologias. Cerca de 45% dos inquiridos manifesta não sentir grande dificuldade na obtenção do seu emprego, apontando a falta de experiência profissional e de emprego em geral como factores desfavoráveis. Relativamente aos factores favoráveis, os inquiridos referem o bom relacionamento social e a sua boa preparação, continuando os estágios e a nota final de curso a assumir particular relevância neste domínio.

Do total de inquiridos, 9% criou a sua própria empresa, 31% dos quais em Vila Real e 28% no Porto na área dos serviços (59%), sendo empresas com menos de 10 trabalhadores. Como factores que levaram à criação da própria empresa, os inquiridos apontam a realização profissional (56%) ou a concretização de uma ideia inovadora (35%), a independência pessoal (35%) e as perspectivas de melhoria salarial (37%) como determinante na sua opção. Na generalidade, os inquiridos encontram-se receptivos à criação do próprio emprego, mas mostram receio pelo clima económico desfavorável da actualidade e referem que o maior obstáculo para um empreendedor é o investimento inicial.

Em matéria de projectos profissionais futuros, 53% dos diplomados encontra-se numa situação estável e pretende manter a situação profissional que possui, sendo a criação da própria empresa o objectivo principal no futuro para 21% dos diplomados.

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