Vila RealMais de15 mil idosos já estão protegidos da gripe

Mais de15 mil idosos já estão protegidos da gripe

Campanha de vacinação teve início em outubro e já chegou a 55 por cento da população idosa. Centros de Saúde estão preparados para lidar com possível epidemia

“Vamos ultrapassar provavelmente os 60 por cento, que era o valor de referência da Direção-Geral de Saúde”, adiantou Armando Vieira, diretor executivo do Agrupamento de Centro de Saúde (ACES) Douro Norte, sobre o balanço da campanha de vacinação contra a gripe, a decorrer há três meses.

No território do ACES, que engloba os concelhos de Alijó, Mesão Frio, Murça, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião e Vila Real, foi feito um “esforço no sentido de garantir que a vacina estivesse sempre disponível nos oito centros de saúde, das 8h00 às 20h00”.

No início da campanha o Agrupamento de Centros de Saúde calculou que na sua área de intervenção existissem 25 mil pessoas com mais de 65 anos, em condições para tomar a vacina gratuitamente.

De recordar que a vacinação é ainda gratuita para todas as pessoas que residam em instituições da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, crianças e adolescentes a morar em instituições e pessoas com deficiência apoiadas no domicílio ou acolhidas em Lares de Apoio, Lares Residenciais e Centros de Acolhimento Temporário e profissionais do Serviço Nacional de Saúde com recomendação para serem vacinados.

À margem de uma visita do presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, Álvaro Almeida, ao Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), no dia 16, que teve como objetivo avaliar in loco os Planos de Contingência para as Temperaturas Extremas e Adversas, Armando Vieira adiantou que também nos Centros de Saúde da região as medidas para uma possível epidemia de gripe estão pensadas e prontas para entrar em ação.

Assim, além do “trabalho de retaguarda” feito, que envolveu o “reforço gigante na área da vacinação”, o ACES Douro Norte tem ainda previsto um aumento da “capacidade de consultas não agendadas nesta época gripal”. “Este é um dos eixos estratégicos do plano de contingência”, explicou Armando Vieira.

Outra medida do mesmo plano passa pelo “reforço no número de médicos sempre que se justificar”, havendo ainda uma forte “ligação e articulação” entre o ACES e outras instituições da comunidade, como por exemplo a Segurança Social, as forças de segurança ou as Câmaras Municipais, de forma a monitorizar semanalmente a situação do território.

Para o administrador do ACES é necessário não só analisar periodicamente a afluência das pessoas aos cuidados de saúde mas também avaliar “a corrida às urgências hospitalares”, um fenómeno recorrente entre a população e que pode “ser resolvido a montante, no Centro Saúde, junto do Médico de Família”. “Queremos continuar a sensibilizar as pessoas para que, sempre que precisarem de recorrer aos serviços de saúde, procurarem os cuidados de saúde primários” antes de se deslocarem ao Hospital de Vila Real, frisou.

Também o presidente da ARS Norte apelou às populações para que tenham em consideração que “a unidade de Vila Real tem uma urgência polivalente, capaz de responder à generalidade dos problemas de saúde dos cidadãos, mas que dever ser utilizada, prioritariamente, para situações emergentes, situações em que o tempo é crítico”. “Nas outras situações, que merecem uma atenção relativamente rápida mas onde o tempo não seja crítico, como por exemplo síndromes gripais, os utentes devem evitar recorrer a esta urgência. Há outras alternativas melhores onde serão tratados tão bem e mais depressa”, garantiu Álvaro Almeida.

O mesmo responsável esclareceu, assim, que os utentes devem recorrer em primeiro lugar aos seus médicos de família e às consultas abertas dos Centros de Saúde que, na região de Vila Real, “têm quase todos um horário alargado, pelo menos das 8h00 às 22h00 durante a semana, e das 8h00 às 20h00, aos fins-de-semana”.

Para os cidadãos que não tenham acesso a estas unidades primárias, fica o conselho para que, perante sintomas gripais, utilizem a Linha Saúde 24 (808 24 24 24), através da qual “serão encaminhados para o nível cuidado de saúde mais adequado”.

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