Os últimos cinco concelhos de uma rede de 14 assinaram, no dia três, com a autoridade de gestão do “ON.2 – O Novo Norte” (Programa Operacional Regional do Norte) e a Estrutura de Missão do Douro (EMD), os contratos de financiamento comunitário relativos à criação dos novos Centros de Informação Turística do Douro.
A última fase de contratualização da rede de Centros envolverá um investimento total de um milhão de euros, apoiados 825 mil euros, nas infra-estruturas de apoio ao turista de Vila Real, Freixo de Espada à Cinta, Moimenta da Beira, Mesão Frio e Santa Marta de Penaguião.
De recordar que, o projecto, que prevê “obras de requalificação das instalações e a aquisição de equipamento (mobiliário, material decorativo, painéis de identificação e suportes multimédia, nomeadamente equipamentos de projecção de imagens, montra táctil, ecrãs multi touch, computadores e domótica)”, promete uma informação turística de qualidade e ligada em rede.
“Todos se lembram dos antigos postos de turismo, hoje o turista exige mais”, sublinhou Ricardo Magalhães, chefe da EMD, lembrando que as pessoas que visitam actualmente a região duriense são “mais informadas, mais cultas e mais exigentes”.
O mesmo responsável sublinhou que como “região que quer ser considerada como um destino de eleição”, o Douro tem que “trabalhar em especial a comunicação” e a informação da oferta que disponibiliza aos turistas.
Mário Rui Silva, da autoridade de gestão do Programa Operacional Regional do Norte, defendeu também que o investimento, que no conjunto de 14 novos Centros de Informação Turística totaliza 3,6 milhões de euros co-financiados em 2,8 milhões, “é muito importante para dar um bom acolhimento aos turistas”, mas também para apoiar o desenvolvimento e promoção da oferta e dos serviços disponíveis na região.
“O turismo tem sido um dos sectores que mais tem aproveitado os fundos europeus”, sublinhou o responsável do ON.2, contabilizando que, no total da região Norte, já foram injectados no desenvolvimento turístico mais de 280 milhões de euros de fundos FEDER.
Os apoios financeiros direccionados a investimentos privados, às três escolas de turismo e hotelaria, ao projecto Guimarães Capital Europeia da Cultural, à Rota das Catedrais, e aos grandes eventos realizados, são alguns dos exemplos do que já foi feito com recurso aos fundos europeus, revelou Mário Rui Silva.
Como próximo passo a dar, o mesmo responsável sublinhou a criação, em breve, (estando a contratualização do projecto prevista para a próxima semana) do futuro “Wellcome Center” do Porto, uma infra-estrutura de promoção turística que será instalada no aeroporto Sá Carneiro e cerca de 25 por cento da utilização deverá caber ao Douro.
“Nunca o sector do turismo teve tanto investimento, mas ainda não está tudo feito”, referiu o representante do ON.2, considerando que falta criar mais redes, estreitar a ligação entre os vários agentes. “Prevê-se que entre 150 e 200 mil pessoas venham a passar pelo futuro Terminal de Leixões, não há razão nenhuma para que metade desses visitantes não passem pelo Douro”, adiantou.
Manuel Martins, presidente da Câmara Municipal de Vila Real, reconheceu o investimento que tem sido feito na região ao nível do turismo, mas deixou um apelo aos responsáveis pelo Programa Operacional Regional do Norte: “Esperamos com ansiedade que se abra uma oportunidade de apoio à requalificação do nosso aeródromo”.
“As próprias entidades envolvidas no sector lembram-nos periodicamente a necessidade de beneficiar e aumentar a pista”, de forma a permitir que mais pessoas utilizem o aeródromo para entrar na região, referiu ainda o edil.




