Sábado, 21 de Maio de 2022

Manifestação em defesa do Barroso marcada para sábado

O protesto, organizado pelo Movimento Não às Minas – Montalegre e pela Associação Povo e Natureza do Barroso, decorrerá na Praça do Município da vila barrosã, no próximo sábado

Depois de, na última quinta-feira, o Movimento Não às Minas – Montalegre ter pedido a todos os partidos na corrida às eleições legislativas uma tomada de posição sobre a exploração mineira no país e, em particular, na região do Barroso, em declarações à VTM, Vítor Afonso, membro do Movimento e um dos responsáveis pela organização do protesto, explicou as várias razões que motivam a manifestação do próximo sábado.

“Acreditamos que está para sair a decisão do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da mina do Barroso, em Covas, Boticas. Temos a certeza, também, que, como tem vindo a ser hábito, depois deste processo eleitoral possa sair alguma informação, alguma decisão que está por tomar. O governo tem-no feito sempre depois das eleições para que não haja interferências nesse processo”, reiterou.

A par disto, “temos 22 pedidos, entre pedidos de prospeção e pesquisa e de exploração, dos quais já existem vários contratos assinados, nomeadamente o da mina do Barroso, em Covas, e o da mina do Romano e da mina da Borralha em Montalegre. Estamos a falar, portanto, de 22 pedidos de minas num território de cerca de 1100 quilómetros quadrados”.

Vítor Afonso enumera como principais consequências “a proximidade a barragens onde é feita captação de água para consumo humano, como é o caso da Barragem do Alto Rabagão que abastece, nomeadamente, a cidade de Chaves, além do caso da Barragem da Venda Nova que abastece uma boa parte da zona do Vale do Ave”.

Mais ainda, “somos um concelho maioritariamente agrícola, pelo que entendemos que não é este o tipo de desenvolvimento adequado. Devemos apostar no turismo, na valorização e transformação dos produtos locais. Além de tudo isto, a região do Barroso é Património Agrícola Mundial e todo o concelho de Montalegre é reserva da Biosfera do Parque da Peneda-Gerês. Caso as minas avancem, estas classificações poderão ser perdidas”, alerta Vítor Afonso.

O protesto deste sábado “é, assim, mais um momento para nos manifestarmos. Vamos aproveitar o facto de existir a Feira do Fumeiro no formato físico, a presença das pessoas, para chegarmos a mais gente. Ainda que não venham à manifestação, vêm à Feira e vão assistir à manifestação”.

A organização garante que serão respeitadas as normas emanadas pela Direção-Geral da Saúde, “mas não deixaremos de nos manifestar”.

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