Manutenção praticamente selada com duas “obras-primas”

Dois grandes golos de autoria de Renan Bressan, na execução de um livre, e de Fábio Martins carimbaram o triunfo dos “Valentes Transmontanos” perante o Arouca que estreou Manuel Machado como novo treinador. 

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Com estes três pontos, os flavienses passam a somar trinta e dois pontos e tem a manutenção praticamente garantida quando ainda faltam disputar 12 jornadas.

Ricardo Soares foi obrigado a mexer na sua equipa devido a um vírus que atacou o plantel. O debilitado Nuno André Coelho cedeu o lugar a Victor Massaia que fez a sua estreia na primeira liga. Por seu lado, Manuel Machado lançou em campo Anderson Luís, recuperado de lesão, e trocou André Santos por Nuno Valente mas manteve o figurino que era habitual ver-se no Arouca de Lito Vidigal.

O jogo começou praticamente com o golo dos flavienses. Nelsinho cometeu falta sobre Pedro Tiba e na execução do livre o internacional bielorusso Bressan não deu a mínima hipótese ao turco Bolat numa execução de grande qualidade. A perder, os pupilos de Manuel Machado foram à procura de anular a vantagem dos locais mas não criavam situações de grande perigo. No último quarto de hora, aí sim, as ameaças de golo andaram junto das redes de António Filipe em três ocasiões. Tomané, aos 30' e 33', criou problemas, mas o guardião flaviense respondeu sempre à altura e num remate do central Velasquez (32') ao lado após um canto.

No regresso das cabines, Manuel Machado alargou a frente de ataque ao colocar Walter Gonzalez ao lado de Tomané e com Mateus e o cabo-verdiano Kuca nas alas. 

O primeiro lance de perigo desta etapa foi dos transmontanos, com Rafael Lopes (53') de meia distância a obrigar o guardião turco Bolat a desviar a bola para canto. A resposta dos arouquenses veio através de Tomané (58') que acertou nas malhas, mas da parte de fora.

Com mais espaço, os flavienses voltaram a estar muito perto do golo aos 63', com Braga a descobrir Rafael Lopes na área, mas o seu remate saiu sobre a trave quando estava em boa posição.

Se os comandados de Manuel Machado tinham mais posse de bola, eram dos transmontanos as melhores oportunidades. Foi o que aconteceu aos 67' por Davidson, que entrara para o lugar de Perdigão, a fugir à linha defensiva do Arouca e a disparar muito perto do poste direito de Bolat, com este batido.

O jogo entrou então na fase decisiva com Mateus (72') a obrigar António Filipe a uma boa defesa. E eis que chegou mais um momento de grande inspiração de Fábio Martins (80') que, com um remate colocado, rematou ao angulo superior esquerdo do guardião do Arouca, num golo de extraordinária execução técnica. Com 2-0 no marcador ficaram desfeitas as dúvidas sobre o vencedor do encontro.

O alentejano Luís Godinho, num jogo sem casos, foi coerente no aspeto técnico e disciplinar, acabando por rubricar um bom trabalho. 

 

Depoimentos

Ricardo Soares, Treinador do Chaves

“Hoje tivemos uma eficácia que em outros jogos nos faltou. Não me surpreende e nunca me preocupou pôr causa da qualidade que a minha equipa apresenta em termos táticos e coletivos. Foi uma semana difícil para nós, as pessoas não sabem mas tivemos um vírus que nos atacou a maior parte dos jogadores, tivemos jogadores limitados que não puderam ir a jogo e outros que foram em circunstâncias difíceis. Uma palavra de apreço e gratidão para estes jogadores que fizeram um trabalho fantástico” 

 

 

Manuel Machado, Treinador do Arouca

 “Perdemos porque existiram dois momentos muito bonitos de futebol que infelizmente estiveram do lado oposto. O conjunto de indicadores que normalmente suportam as análises, julgo que caem todas para o nosso lado. Não tenho os dados aritméticos da posse de bola, número de cantos, livres, mas há de facto dois momentos de inspiração e qualidade: o livre de Bressan e a execução fantástica do Fábio Martins. Entrámos praticamente a perder e isso pôs o Chaves numa situação favorável para a sua ideia de jogo”

 

 

 

Destaque Fábio Martins
Um novo poema

Num momento de grande inspiração voltou a escrever um novo poema de futebol, tal como já fizera em Vila do Conde e diante do Sporting. Um golo simplesmente fantástico e que vai direitinho para os melhores golos da época: dominou a bola, olhou para a baliza e colocou-a no angulo superior esquerdo. Até pareceu fácil. Só por esse momento já teria valido a pena o preço do bilhete!

 

 

Ficha Técnica

 

Estádio Municipal Eng. Branco Teixeira.
Árbitro: Luís Godinho (AF Évora). 
Auxiliado por: Valter Rufo e Bruno Jesus.

Espectadores: 2.480

Chaves

Arouca

4x2x3x1

 4x3x3

António Filipe   

Bolat 

Pedro Queirós    

Anderson 

Carlos Ponck       

Velásquez

Victor Massaia        

Jubal 

Nélson Lenho © 

Nelsinho 

Bressan   

Adilson (45`)

P. Tiba 

Nuno Coelho © 

Perdigão (60’)

N. Valente 

Braga 

Tomané 

Fábio Martins (85’)  

Mateus (75’)

Rafael Lopes (74’)  

Kuca 

————

————

Davidson (60’)

Walter (45’) 

William (74’) 

Sami (75’) 

Batatinha (85’) 

 

Ricardo Soares 

Manuel Machado

Ao intervalo: 1 – 0.
Marcadores: Bressan (8’), Fábio Martins (80’).
Disciplina amarelo a: Nelsinho (6’); Davidson (66’); Fábio Martins (69’); Nuno Valente (87’), Velásquez (92’).

 

 

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