Em Junho deste ano, o Vaticano, alarmado com o número crescente de desastres rodoviários, com perdas de vida ou sequelas graves irreversíveis, propôs soluções nas suas “Orientações para a Pastoral das Estradas”.
No referido documento, são apontadas quatro virtudes e um decálogo para os condutores.
A primeira virtude apontada é a caridade a que se une a prudência que exige o cuidado para enfrentar imprevistos, auto-domínio e uma boa dose de humildade, para não se deixar levar pelo pensamento: “era o que faltava, eu, com um topo de gama de alta cilindrada, deixar-me ultrapassar por aquele calhambeque”. Depois, vem a justiça que exige dos condutores um conhecimento actualizado do Código das Estradas e o respectivo cumprimento escrupuloso. Por fim, a esperança que, para os fiéis, dá a certeza que, na viagem para um destino, Deus caminha com o homem e defende-o dos perigos.
Depois desta exortação vem o decálogo:
1. Não matarás.
2. Que a estrada seja para ti um instrumento de comunhão entre pessoas e não de dano mortal.
3. Que a cortesia, a correcção e a prudência te ajudem a superar os imprevistos.
4. Sejas caridoso e ajudes o próximo na necessidade, especialmente se é vítima de um acidente.
5. Que o automóvel não seja para ti expressão de poder e domínio, nem ocasião de pecado.
6. Convence com caridade os jovens e os que já não o são, para que não conduzam, quando não estiverem em condições de fazê-lo.
7. Apoia as famílias das vítimas de acidentes.
8. Faz que a vítima se encontre com o automobilista agressor, em momento oportuno, para que possam viver a experiência libertadora do perdão.
9. Na estrada, protege a parte mais frágil.
10. Sente-te tu mesmo responsável pelos outros.
Se todos os condutores pudessem viver as referidas virtudes e respeitar o decálogo, estou certa de que o número de acidentes e de acidentados graves diminuía.


