“Aconteceu uma desgraça”, começou por dizer Dinis Fontoura, agricultor, que viu, no final da tarde da passada quarta feira, e numa questão de minutos, todas as suas produções agrícolas serem destruídas pela intensa queda de granizo. “Uma pessoa trabalha o ano todo para, em cinco minutos, ver tudo destruído”.
Dos dois hectares e meio de vinha que tem, este agricultor diz que “não se vai aproveitar nada” e referiu que “nem este ano, nem no próximo” vai haver produção. “Não tem salvação nenhuma”. E pelo mesmo caminho vai a produção de azeitona. “Já havia pouca, metade agora está no chão e a outra metade vai secar”, disse Dinis Fontoura com o desalento na voz acrescentando que “a vida de agricultor é mesmo assim”.
Mais à frente, em Vale de Espinho, também Abel Moutinho viu a queda de granizo, “do tamanho de ovos de aves”, como uma “catástrofe” para as suas culturas. Abel Moutinho, reformado da RTP, explicou à VTM que regressou à terra natal para investir na agricultura, porque considera que “as aldeias não devem morrer” e agora que estava preparado para colher “frutos” das terras que cultivou, a natureza pregou-lhe esta partida. “A produção foi 100% destruída e os prejuízos são totais”.
No dia a seguir ao mau tempo ter assolado o concelho, o presidente da câmara municipal de Valpaços, acompanhado pelo presidente da junta de freguesia de Argeriz, fez uma visita aos locais mais afetados para avaliar os estragos e os prejuízos que a queda de granizo causou aos agricultores a quem deixou uma palavra de solidariedade, garantindo que já fez uma intervenção junto da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN). “Estamos a desenvolver um esforço junto da DRAPN no sentido de fazer com que os nossos agricultores continuem a acreditar que este território tem que continuar a
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