Sábado, 16 de Outubro de 2021

Medicina pública e privada

Nos países ditos ocidentais, com regimes democráticos de tipo liberal, com maior ou menor pendor social (social-democracia), a medicina particular e a prestação de cuidados de saúde privada, sob a forma de consultórios, clínicas, policlínicas, casas de saúde, hospitais, gabinetes de meios complementares de diagnóstico, laboratórios, centros de tratamento (hemodiálise, radioterapia, fisioterapia) e outro tipo de instituições de assistência, sempre ocuparam um lugar de especial importância. Após o final da última Grande Guerra (1939-1945), surgiram as políticas sociais, sob a forma do Estado-Providência, que entre outros benefícios de protecção às populações, esteve na origem dos serviços públicos de saúde com carácter universal e gratuito, como foi o caso de Inglaterra, com o Serviço Nacional de Saúde. O Estado tornou-se, assim, o maior prestador da assistência médica e dos cuidados de saúde, o que não impediu que a medicina privada continuasse com o seu espaço e com a responsabilidade de continuar a prática de uma medicina personalizada e humanista.

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A nossa medicina privada e os seus agentes, com algumas hesitações e dificuldades na adaptação aos novos tempos, organizou-se, e vem conseguindo cumprir, como lhe compete, uma função de complementaridade do SNS. As situações de conflitualidade com o SNS, e as que ultrapassam as normas vigentes, são excepcionais, e na maioria dos casos, da responsabilidade de investidores aventureiros que olham para a saúde unicamente como um negócio, procurando o lucro a todo o custo, explorando médicos, enfermeiros e doentes, sem o mínimo respeito pelas normas éticas e legais dum sector em que o respeito pela dignidade humana e a compreensão do Homem doente são essenciais.

A questão da economia da saúde, em que se insere

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