Vítor Hugo Oliveira Salazar foi cuspido da viatura e projectado para o rail de protecção da via, sendo atingido fatalmente na cabeça, ficando prostrado junto à protecção metálica. Esta família, residente em Joane, ia acompanhar o Grupo Desportivo da sua terra que jogava na mesma tarde com o Grupo Desportivo de Bragança.
O pai de Vítor Hugo, Alberto Salazar, 43 anos, faz parte também do elenco directivo da colectividade minhota. Uma das testemunhas do acidente foi Pedro Oliveira, vogal da Direcção do GD Joane, amigo da família da vítima, que rumava também a Bragança. “Eu vinha atrás dele e quando ele faz uma ultrapassagem, não se deve ter apercebido que havia muito gelo na estrada, entrou em despiste, passou para a outra faixa e foi bater numa carrinha comercial que vinha em sentido contrário”, referiu. “Vi a criança com um ferimento profundo na cabeça e com muito sangue no rosto”, acrescentou Pedro Oliveira visivelmente chocado com toda a situação. Junto ao rail da via ficou o gorro do GD de Joane que a criança trazia na cabeça.
A neve que caia, na altura, num dos pontos mais elevados do IP4 e a congelação superficial rápida do piso poderão ter estado na origem deste acidente. O choque na viatura e depois no rail foram muito violentos. As rodas traseiras do veículo ligeiro acabaram por saltar com o embate. Ainda e segundo Pedro Oliveira, o jovem, apesar de viajar com o cinto de segurança, terá sido cuspido pelo vidro traseiro.
O casal sofreu ferimentos graves e foi transportado para o Centro Hospitalar de Trás-os- -Montes, em Vila Real. Após o acidente, os pais ainda estavam lúcidos e falaram com Pedro Oliveira.
O condutor do outro veículo, 36 anos, residente em Casas Novas, S. Tomé de Abação (Guimarães) foi também transportado para o Hospital de Vila Real, embora não corresse risco de vida.
Carlos Silva, comandante do Centro Distrital de Operações e Socorro de Vila Real, CDOS, referiu que a causa do fatídico acidente “irá ser apurada pela GNR”. “Aparentemente o piso estava limpo, embora estivesse a cair alguma neve. Considero que foi um despiste mas que não foi originado pelo gelo”.
No local, esteve a Brigada de Trânsito da GNR, 33 bombeiros, quatro corporações, Alijó, Murça, Cruz Verde e Cruz Branca de Vila Real, 8 viaturas e três veículos do INEM.
O IP4 esteve cortado nos dois sentidos até às 12h38. Ou seja, quase duas horas o que originou muitos condicionamentos no trânsito, formando filas com vários quilómetros de extensão.


