IgrejaMensagem do Papa, no Dia das Comunicações sociais

Mensagem do Papa, no Dia das Comunicações sociais

Entre o protagonismo e o serviço, é este o título da mensagem do Papa para a celebração do dia das «Comunicações sociais» que ocorre no próximo Domingo. Depois de sublinhar que os media se tornaram «parte constitutiva das relações interpessoais e dos processos sociais, económicos, políticos e religiosos», acentua que «as potencialidades extraordinárias dadas pelas […]

Entre o protagonismo e o serviço, é este o título da mensagem do Papa para a celebração do dia das «Comunicações sociais» que ocorre no próximo Domingo.

Depois de sublinhar que os media se tornaram «parte constitutiva das relações interpessoais e dos processos sociais, económicos, políticos e religiosos», acentua que «as potencialidades extraordinárias dadas pelas novas tecnologias, levantam novas e inéditas interrogações e problemas». Refere como positivos, o contributo dos media para o avanço da democracia, para o diálogo entre os povos, para a melhoria da compreensão entre as nações». Em contrapartida, por estarem submetidos a lógicas de interesse e de ideologias, pela busca de audiências e de sobrevivência económica, prestam-se frequentemente «à vulgaridade e à violência, apresentam esquemas de vida errados» e, em vez de transmitirem notícias objectivas, «criam» os acontecimentos, distorcendo os factos ou imprimindo-lhes conotações pessoais. Às vezes, basta um adjectivo ou um advérbio introduzido no texto, e tudo fica alterado.

O Papa escreve depois que os media devem ter como ponto de honra a defesa da pessoa humana, cuidando mais de servir do que ser protagonista a qualquer preço. E neste âmbito, propõe a criação de uma «info-ética», tal como já existe uma «bio-ética». Ou seja: o avanço da ciência sobre os mecanismos da vida humana, fecundação e transplantes, tornou necessária a criação de normas éticas especiais sobre esse sector que constituem a bioética, de modo que a pessoa é a referência permanente em todos os processos. Também a defesa e promoção da pessoa humana deve estar presente em toda a actividade dos media. É o que se chamaria «info-etica» (ética da informação. Na verdade, a variedade de recursos técnicos das comunicações, sobretudo a telefonia e a Internet, acabam por modificar a fisionomia da comunicação e talvez seja esta a ocasião para tornar mais visíveis os traços irrenunciáveis da pessoa humana».

O Papa conclui o discurso lembrando que existe em todo o mundo sede da verdade. E ninguém encontrará a verdade da pessoa fora de Jesus Cristo.

 

SR

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