Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

Mês de Maio, mês do coração

De há alguns anos para cá, o mês de Maio é referido, nos meios de comunicação social, como “o mês do coração”. Sobretudo, na televisão, fala-se muito do coração e desenvolvem-se campanhas que ajudam a evitar as doenças que lhe estão associadas. É esta uma acção muito louvável, pois “mais vale prevenir do que remediar”, […]

De há alguns anos para cá, o mês de Maio é referido, nos meios de comunicação social, como “o mês do coração”. Sobretudo, na televisão, fala-se muito do coração e desenvolvem-se campanhas que ajudam a evitar as doenças que lhe estão associadas. É esta uma acção muito louvável, pois “mais vale prevenir do que remediar”, diz o povo, na sua sabedoria inata. E mais: a televisão está a cumprir um dos seus objectivos: informar sem deformar; esclarecer sem confundir e promover a educação de largas camadas da população que, sem este meio, nunca chegariam a conhecer os malefícios do tabaco, do excesso do álcool, do abuso da quantidade e qualidade da comida, da vida sedentária, etc.

Há, porém, uma coisa que tem sido esquecida e que devia merecer um alerta. Os nossos jovens deixaram de beber água, às refeições, e passaram a beber refrigerantes. Isto às refeições que nós vemos, quando as tomamos num restaurante. E durante a noite, nas discotecas? Então, os refrigerantes que, pelo seu teor de açúcar, são prejudiciais, e, consumidas em excesso, podem levar à diabetes, têm um certo grau de álcool que não é muito baixo – anda à roda do que se verifica nas cervejas. Os refrigerantes têm, contudo, um contra: são mais saborosos e, portanto, mais apetecidos e consumidos. Os jovens não passam sem três ou mais latas, por noite, o que, em termos de álcool, é muito. Já nem falo nas bebidas energéticas que fazem os jovens gastar mais energias do que o organismo é capaz de dar e que só dá porque as tais bebidas lhe dão uma energia artificial, com prejuízos graves, para a saúde, a curto prazo.

Se todos os órgãos do nosso corpo são importantes, o coração é o motor: se ele falha ou funciona mal, todo o organismo se ressente. O coração é, também, o primeiro órgão que começa a trabalhar, quando, no seio materno, desponta um novo ser humano, conforme se pode ler no livro “A Criança”, de Maria Montessori.

O coração também é, muitas vezes, referido em sentido figurado: de uma pessoa generosa dizemos que tem “bom coração”; se uma pessoa é fiel à amizade, dizemos que “ama de todo o coração”; se se entrega, inteiramente, a uma tarefa, dizemos que o “faz de todo o coração”; quando, por exemplo, uma pessoa aceita o mal, sem reagir, dizemos que “tem o coração mole”; etc.

Em, praticamente, todo o mundo, o mês de Maio é conhecido como o mês de Maria. Muito mais, porém, em Portugal, onde Maria se dignou aparecer a três humildes crianças, na Cova da Iria.

Assim, podemos fazer esta associação de ideias: Mês de Maio – Mês do Coração; Mês do Coração – Mês de Maria. E porquê? Porque Maria foi toda coração. Foi até ao heroísmo, no “Fiat” da Anunciação; foi fiel, até à Cruz; dedicou-se à Igreja nascente, até à Assunção ao Céu. A sua missão continua entre nós e são muitos os Santuários a Ela dedicados onde se realizam muitos milagres – se não de ordem corporal, de ordem espiritual que ficam, para sempre, ao abrigo do sigilo do Sacramento da Confissão.

Ao falar em devoção a Maria não podemos esquecer o Santo Padre João Paulo II que, tendo perdido a mãe, muito cedo, se confiou a Nossa Senhora, dizendo-lhe: “Agora, és tu a minha Mãe”. Na Polónia, em Wadovice, terra natal do Santo Padre, pode venerar-se, na igreja paroquial, a imagem, diante da qual foram proferidas as palavras de João Paulo II.

Para terminar, não resisto a transcrever um pensamento, muito belo: o n.º 801 do Sulco, obra póstuma de São Josemaría Escrivá, Fundador do Opus Dei: “Não existe coração mais humano do que o duma criatura que transborda sentido sobrenatural. Pensa em Maria, a cheia de Graça, a Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo: no seu coração, cabe a humanidade inteira, sem diferenças nem discriminações. Cada um é seu filho ou filha”.

Agradeçamos o facto de sermos “Terra de Santa Maria” e, depois de agradecer, não nos esqueçamos de viver, coerentemente.

 

Maria Fernanda Barroca

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