Sábado, 4 de Fevereiro de 2023
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Microempresas são as mais afetadas pelas taxas de juro

Celebrou-se, há poucos dias, o “Dia Mundial do Empresário”. Em Portugal, grande parte dos empresários são microempresários.

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​Num contexto de subida de taxas de juros, as microempresas que predominam no tecido empresarial português são as mais afetadas por esta escalada nas taxas de juros, que se agravará nos próximos meses. A contínua subida dos juros deverá ter um impacto duas vezes superior nas contas das microempresas, quando comparado com as médias e grandes empresas.
De acordo com uma simulação apresentada pelo Banco de Portugal, o aumento do 
custo com juros que as empresas enfrentarão até julho de 2023 ascende a 1.188 
milhões de euros, caso as taxas de juro dos empréstimos bancários aumentem 1,58 
pontos percentuais, como o mercado está a antecipar que venha a acontecer.
Nas contas das empresas, assumindo a mesma variação de taxa para o encargo total 
com juros, isto traduz-se num aumento de custos correspondente a 5,3% do EBITDA de 
2019 (para evitar distorções da crise pandémica), um rácio que ficará entre os valores 
verificados em 2015 e 2016. Todavia, são as microempresas que mais sofrerão com o 
aumento do custo de financiamento bancário. Na simulação do Banco de Portugal, a 
subida de 1,58 pontos percentuais da taxa de juro terá um custo equivalente a 8,7% do 
EBITDA nas suas contas, cerca do dobro dos 4,3% que sentirão as médias empresas e 

dos 4,4% das grandes empresas.

 

É importante referir que as microempresas representam 96% do tecido empresarial português (cerca de 1,2 milhões de empresas), 44% do emprego (1,9 milhões de trabalhadores) e o seu volume de negócios representa 36% do PIB português (72 mil milhões €). Ou seja, uma grande parte do tecido empresarial português irá enfrentar um aumento do custo de financiamento bancário equivalente a quase 9% do EBITDA. 

O contexto adverso que atravessamos não afeta todos por igual. Ainda estaremos longe 
do real impacto na economia e nas famílias da inflação e restantes efeitos colaterais. 
Mas já é certo que, dada a estrutura empresarial portuguesa, deveremos antecipar 
alguns danos profundos que podem ser mais ou menos duradouros, consoante a 
conjuntura internacional e reações (quer dos bancos centrais quer dos governos, 
sobretudo). 

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