Vila RealMilitares preparados no RI13 partem para o Afeganistão

Militares preparados no RI13 partem para o Afeganistão

São 84 os militares, dos três ramos das Forças Armadas portuguesas, que durante os últimos meses receberam, no Regimento de Infantaria número 13, a preparação para a intervenção no Afeganistão. Situações de insurgência por parte de populares afegãos, entre outros riscos, e o calor extremo, são algumas das dificuldades que os militares poderão encontrar naquele que é considerado hoje como o Teatro de Operações que “mais preocupações levanta” ao exército.

O Regimento de Infantaria 13 (RI13) “é uma unidade de grande importância para o exército”, confirmou o tenente-general Amaral Vieira, comandante das Forças Terrestres do Exército, que, no dia 12, participou no exercício final de aprontamento das forças que até ao final de Março vão partir para o Afeganistão, depois de meses de preparação em Vila Real.

Com o grupo que está prestes a ser projectado para o Teatro de Operações afegão, a presença militar portuguesa naquele país vai passar a ser constituída por 253 homens e mulheres, o que representa um “reforço de quase para o dobro” dos militares que estavam no terreno.

Divididos por três forças, a OMLT (Operational Mentor and Liasion Team) de Garnição, a OMLT Kabul Capital Division (KCD) e o Modulo de Apoio às OMLT, os militares apresentaram na “Aldeia dos Lobos”, terreno de preparação do RI13, em Vila Real, o exercício final de aprontamento, antes da partida para o Afeganistão e que, intitulado «Kabuk 101», mostrou a intervenção do militares perante dois cenários, uma manifestação de populares afegãos durante uma operação de assistência humanitária numa escola e o ataque de uma patrulha por atiradores furtivos durante uma operação de rebocagem de uma viatura avariada, que integrava uma patrulha de reconhecimento.

Uma situação de avaria “será o menor dos problemas” com os quais os militares portugueses poderão confrontar-se, tendo em conta que, como confirmou o tenente-general Amaral Vieira, o Afeganistão é e o Teatro de Operações que mais preocupações levanta. “As forças armadas portuguesas, particularmente o exército, tem alguma experiência acumulada nos últimos 15 anos de participação em operações muito complicadas”, sublinhou o mesmo responsável, mostrando-se plenamente confiante nas capacidades dos militares preparados em Vila Real.

Até ao final do mês, Portugal passará assim a ter 253 homens e mulheres naquele teatro de operações, onde se encontra representado desde de 2008, com períodos de rendição de seis meses, e para onde já partiram em Março e Setembro do ano passado mais dezenas de militares preparados no RI13.

“Este Regimento de Infantaria tem sido uma referência no aprontamento. É uma unidade de grande importância para o exército”, concluiu comandante das Forças Terrestres do Exército.

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