O propósito da sua existência está explícito na questão apresentada: parir. A mulher deve, indubitavelmente, parir a sociedade, assegurar uma continuidade, reproduzir-se quanto mais puder – até que não haja espaço para mais cicatrizes. Isto acontece, ainda hoje. Não é ironia, nem é visto como um pensamento anacrónico. É real, entre as nossas mulheres.
Engane-se quem disser que a pressão social em torno das mulheres não existe. Existe sob uma forma de abordagem mais matreira, ao incluí-la no mercado de trabalho. Mulher, já podes trabalhar, mas livra-te de não constituíres família. Livra-te de faltares ao mais caro dos sacramentos e livra-te de não dares filhos ao teu marido, ao teu chefe de família. E livra-te de
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