Agostinho Chaves
Agostinho Chaves
Trata o jornalismo por tu. Colabora com a VTM há mais de 25 anos. Foi Diretor entre 2014 e 2019. Passou por meios de comunicação nacionais, como o Comércio do Porto e a Rádio Renascença.

Mundial

Ao empatar o seu jogo com o Irão, a seleção nacional portuguesa alcançou o primeiro e mais necessário objetivo, o de saltar da fase de grupos para a fase final do Campeonato do Mundo de futebol.

Foi cumprido o primeiro passo, o da afirmação de uma equipa que é campeã europeia e que se destaca no grande meio do futebol mundial, como se realça pelos “rankings”, pela valia dos seus jogadores e pela competência dos técnicos que têm subido patamares na estrutura de equipas poderosas da Europa.

O que vier agora (no leque das melhores dezasseis equipas do mundo que continuam a disputar o “Mundial”) será sempre aliciante. Já no próximo sábado, a formação de Fernando Santos irá defrontar o Uruguai num jogo de eliminação direta para um dos contentores. Assim será também para as restantes seleções, as quais, por isso, se reduzirão a oito, depois a quatro. Quem for afastado ficará com a honra e quem continuar ficará também com o proveito.

Há quem discorde deste processo, lamentando que equipas como a Itália ou a Holanda tivessem ficado de fora e que o Egito ou o Panamá lhes tenha “roubado” o lugar. Mas, na verdade, isso não poderá ser assim interpretado. Todos os países do mundo disputaram o Mundial, os resultados e as classificações é que determinaram a sua presença ou não entre os 32 finalistas. Pensar nos mais fortes e mais organizados e desprezar os menos poderosos com menos meios organizativos será uma atitude elitista que o futebol (e a generalidade da prática desportiva) não poderá permitir. Panamá, Tunísia, Egito ou Costa Rica deram o seu contributo, mostraram a sua motivação, fizeram o seu melhor e defenderam o nome dos seus países e das suas gentes.

Aliás, analisando bem as coisas, será que Argentina, França, Espanha, Brasil ou Alemanha (os tais “poderosos”) têm demonstrado assim tanta superioridade sobre os outros? E Portugal também ?

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