InícioBragançaMunicípio investiu 1,5ME em novas residências de estudantes

Município investiu 1,5ME em novas residências de estudantes

Zona histórica de Bragança tem mais um equipamento de alojamento universitário com capacidade para 12 alunos, construído pela autarquia e cedido ao IPB

O centro histórico de Bragança tem, a partir desta semana, mais uma residência universitária com capacidade para acolher 12 alunos internacionais em mobilidade. Trata-se da terceira unidade criada pela autarquia, que desde 2012 recuperou edifícios na zona nobre da cidade para alojamento estudantil, representando um investimento total de cerca de 1,5 milhões de euros, cofinanciados por fundos comunitários, e um total de 57 camas.

“No âmbito do nosso plano estratégico de desenvolvimento urbano, fizemos o projeto, reabilitámos o edifício e está pronto para ser protocolado com o IPB para conseguirmos disponibilizar mais 12 camas para os alunos internacionais, contribuindo para a reabilitação do património da zona histórica, para a internacionalização do IPB e para a dinamização do centro”, explicou Hernâni Dias, presidente do município, no decorrer da cerimónia de inauguração.

A nova residência de estudantes, que custou 350 mil euros, será cedida ao IPB, tal como as outras duas criadas pela autarquia, e a instituição de ensino superior será responsável pela gestão e manutenção do equipamento e pela colocação dos estudantes.

Sobrinho Teixeira, secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, presente no evento, considera que Bragança é “um bom exemplo de uma região que precisa de ter maior oferta de alojamento, pelos melhores motivos, para haver dinamismo económico, pois está a captar atividade empresarial e pessoas, e também pelo crescimento muito grande que o IPB está a ter, nomeadamente de estudantes internacionais”, acrescentando que a opção da autarquia “de criar três residências de estudantes que cedeu ao IPB é uma ótima solução, sobretudo nesta componente de colocar estudantes no centro histórico e atrair novamente as famílias para os centros das cidades”, acompanhando a política que o Governo quer seguir, “a humanização das cidades e a recuperação do edificado que existe para os estudantes. Faz mais sentido isto do que gastar financiamento em residências novas quando temos tantos imóveis nos centros históricos que podem ser recuperados”.

O representante do Governo recordou ainda o Plano Nacional de Alojamento para o Ensino Superior (PNAES), ao abrigo do qual instituições de ensino superior públicas e autarquias podem recorrer a um fundo de reabilitação de edifícios. “O Governo tem trabalhado com entidades públicas, particularmente com a Fundiestamo e com o IFRRU, fundos que estarão disponíveis, com um grande volume financeiro, para que se possa proceder à recuperação e construção de imóveis a nível nacional”.

“É uma resposta que vamos monitorizar e mapear em todo o país e encontrar as melhores soluções em cada um dos locais”, explicou, acrescentando que a prioridade é ter o máximo de camas disponíveis até setembro.

Hernâni Dias afirmou que o município não deixará de “apoiar qualquer estratégia que tenha que ver com a possibilidade de aumentar a capacidade de alojamento para este tipo de alunos”. No entanto, como sublinhou, “o Governo tem que disponibilizar meios financeiros para que possamos alocar também algum financiamento ou arranjar alternativas que tenham que ver com a possibilidade de crédito bonificado, até para a instituição de ensino superior, e, a partir daí, desenvolver-se um plano trabalhado em conjunto para que se possa aumentar a capacidade de alojamento”.

Orlando Rodrigues, presidente do IPB, esclareceu que a residência se destina a alunos internacionais que se encontram em mobilidade mediante acordos entre o IPB e universidades estrangeiras, sobretudo de países de expressão portuguesa. Contudo, como concluiu, “estamos a avaliar a possibilidade de residências para alunos nacionais, pois há novos instrumentos que têm sido anunciados pelo Governo e que pretendem a criação de mais alojamento de estudantes”.

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