Iniciam no mês de abril o trabalho conjunto de cinco municípios para a criação da Rota do Ouro, um projeto lançado pela Câmara de Vila Pouca de Aguiar, através da empresa municipal Vitaguiar, e que tem como objetivo levar os turistas a conhecer as localidades onde antes se explorava o metal precioso e aquelas onde ele é transformado.
Além do município aguiarense, que coordenará o projeto, da rota farão parte ainda Paredes, Valongo, Póvoa de Lanhoso e Gondomar.
Manuel Marques, presidente do conselho de administração da empresa municipal, explicou que Vila Pouca de Aguiar, Paredes e Valongo entram no projeto como territórios que, “historicamente, estão ligados à produção do ouro”, enquanto Póvoa de Lanhoso e Gondomar são localidades “onde a indústria da ourivesaria portuguesa está instalada”.
Assim, por um lado, os turistas vão poder conhecer locais históricos, da época em que a extração era feita pelos romanos, como é caso de Tresminas (Vila Pouca), de Creixomil (Paredes) e da Serra de Santa Justa (Valongo).
“Na Póvoa de Lanhoso poderão visitar o Museu do Ouro e em Gondomar vai ser implementado um projeto, que já foi aprovado pela autarquia local, de criação de um grande parque ligado à indústria da ourivesaria”, sublinhou ainda o mesmo responsável.
Manuel Marques garantiu que o contacto entre os municípios já foi feito e o projeto conta com o acordo de todos. “Há outros municípios na zona sul, mas vamos começar pela região norte. Temos que começar por algum lado”, referiu.
Reconhecendo que a temática do ouro “desperta muito interesse num determinado tipo de turista”, sobretudo proveniente, por exemplo, da China, Índia ou países árabes, onde existe ainda uma forte cultura ligada ao ouro, a Vitaguiar está confiante de que vai conseguir “aproveitar um bocadinho desse mercado”, que tem vindo a crescer.
“Temos que tirar um pouco de proveito do grande fluxo de turístico que chega ao Porto.
Tentar, de forma organizada, trazer para Vila Pouca de Aguiar os turistas que vêm até à região norte”, adiantou ainda o presidente do Conselho de Administração da empresa municipal.
A criação da Rota do Ouro vai avançar assim que seja inaugurado o Caminho Português Interior de Santiago, o que deverá acontecer já no início de abril. De recordar que, este percurso “estende–se de Viseu a Chaves (oito concelhos), em cerca de 200 quilómetros, atravessando as regiões Centro, Douro e Trás–os-Montes”.
Em relação à Rota do Ouro, Manuel Marques lembrou que a empresa municipal tem uma “capacidade limitada em termos de recursos humanos”, por isso o trabalho de coordenação da nova rota terá que esperar até à conclusão do projeto do Caminho de Santiago. No entanto, o mesmo adianta que “até ao final do ano” a empresa “deverá ter já coisas interessantes para poder apresentar”.





