No dia 14, vai ter lugar, no Museu de Lamego, a cerimónia da assinatura do protocolo de colaboração entre o Museu e a Diocese, de modo a formalizar um percurso – com início em 1918, ano em que o Museu foi inaugurado, até à actualidade – de iniciativas comuns e projectos de parceria, baseados na ligação essencial que perdura entre as duas instituições.
Com efeito, o Museu de Lamego encontra-se instalado no antigo Paço Episcopal da cidade e a sua criação encontra os seus antecedentes próximos na existência de um importante acervo reunido por D. Francisco José Ribeiro de Vieira e Brito, Bispo de Lamego, entre 1901 e 1922, o qual pretendia instalar um Museu de Arte Sacra, no antigo Paço Episcopal. Esse desejo, interrompido pela Revolução da Implantação da República, viria dar lugar à criação de um Museu Artístico, a partir do espólio recolhido por este prelado, entretanto incorporado no património de Estado e que, ainda hoje, constitui o corpo fundamental das colecções do Museu.
Volvidos 90 anos das primeiras iniciativas levadas a efeito, em conjunto, destinadas ao levantamento, estudo, conservação e divulgação do património cultural religioso da Diocese de Lamego, o presente protocolo insere-se numa estratégia de afirmação do futuro Museu Diocesano de Lamego/Casa do Poço, como uma estrutura cultural viva e actuante, ao serviço das pessoas, capaz de transformar os objectos à sua guarda em elementos integrantes e indispensáveis à formação do ser humano.
Deste modo, inscrevem-se como objectivos fundamentais do documento protocolar, desenvolver formas de diálogo e de comunicação com o público, mediante um esforço permanente de actualização do próprio Museu e assegurar a gestão e manutenção do imóvel.
Serão signatários do protocolo, o Bispo de Lamego, o Director do Museu de Lamego e o Director do Instituto dos Museus e da Conservação.





