Barroso da Fonte
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Não brinquem com os emigrantes nem com a emigração!

À falta de temática séria e fundamental à recuperação económica do país, alguns demagogos, fazem de palavras e de ideias vulgares, um bicho de sete cabeças. Têm que «cascar» neste e naquele. E, quando esses alvos não descarrilam, deitam eles óleo e areia na estrada para que os seus adversários se estatelem contra as vedações.

Há uns dias atrás, o chefe do executivo usou a palavra «emigração», referindo-se aos professores não colocados. Parece que caiu o Carmo e a Trindade. Os maldizentes profissionais ignoram que foram os nossos emigrantes os maiores heróis (juntamente com os combatentes), do fim do Estado Novo. Uns e outros têm sido e continuam a ser bombos de festa. Esta alusão é sintomática.

Foi de tal modo relevante o papel dessa geração de portugueses (homens e mulheres de todas as idades) que foram as suas remessas que aguentaram a sobrevivência do país, nesses anos de descalabro que antecedeu o recurso a empréstimos em Bona, pelo então Primeiro-ministro, Mário Soares.

Não foi degradante o papel de quem emigrou.

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