Há uns dias atrás, o chefe do executivo usou a palavra «emigração», referindo-se aos professores não colocados. Parece que caiu o Carmo e a Trindade. Os maldizentes profissionais ignoram que foram os nossos emigrantes os maiores heróis (juntamente com os combatentes), do fim do Estado Novo. Uns e outros têm sido e continuam a ser bombos de festa. Esta alusão é sintomática.
Foi de tal modo relevante o papel dessa geração de portugueses (homens e mulheres de todas as idades) que foram as suas remessas que aguentaram a sobrevivência do país, nesses anos de descalabro que antecedeu o recurso a empréstimos em Bona, pelo então Primeiro-ministro, Mário Soares.
Não foi degradante o papel de quem emigrou.
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