Sábado, 25 de Maio de 2024
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Adérito Silveira
Adérito Silveira
Maestro do Coral da Cidade de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Natal da neve

A aldeia era pobre mas bonita. Lugar ideal para poiso de poetas e músicos.

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De onde a onde moravam nos altos capelinhas perdidas e criaturas que nelas se aquietavam, rezando na procura de uma cura, uma bênção, um casamento para uma filha solteirona ou a vista para um cego…

Lá do alto avistava-se o grandioso Marão coberto de neve a olhar para nós. Mais de perto, bem dentro dos nossos olhares, duas ou três ruelas com casas encostadas umas às outras fumegando nos telhadas e nas chaminés para encobrirem o frio próprio da época de Natal. Nas casas havia janelinhas minúsculas para o frio não entrar.

Naquele Natal, nos anos 50, a serra estava branca, como lençol estendido a corar na relva junto aos velhos tanques de Mateus. Pela neve caída,

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