O Núcleo de Estudo e Proteção do Ambiente (NEPA) da Associação Académica da Universidade (UTAD) completa este ano três décadas dedicado à proteção da Natureza, uma atividade marcada pela formação, sensibilização e inovação e que continua viva no concelho de Vila Real.
“No início a intenção era de educar as pessoas para as espécies de aves que existem na região. Depois, o NEPA alargou a sua atividade, dedicando-se também a outras espécies”, explicou Patrícia Martins, presidente do Núcleo.
A mesma responsável explicou que o NEPA mantém atualmente uma atividade muito intensa, não só promovendo saídas de campo regulares para observação de fauna e flora, mas também apostando na sensibilização junto das escolas e no desenvolvimento de ações de proteção ambiental, muitas em parceria com outras organizações ligadas à natureza, nomeadamente o Parque Natural do Alvão.
No que diz respeito à sensibilização, o Núcleo realiza ações de formação e educação ambiental, sobre as mais variadas espécies, para crianças de todas as idades das escolas da região. Recentemente, no âmbito do Ano Europeu do Morcego, “fomos convidados por uma escola, onde fizemos uma apresentação e alguns jogos didáticos”, sublinhou Patrícia Martins, revelando que o NEPA tem as ‘portas abertas’ para estabelecimentos escolares ou outros grupos de pessoas que estejam interessados em desenvolver ações do género.
“Qualquer pessoa pode participar nas nossas atividades. Não há um limite de idades ou de conhecimentos. O importante é que esteja interessado e motivado”, esclareceu a presidente da organização, adiantando que com bastante frequência são realizadas saídas de campo para o Parque Natural do Alvão e, quinzenalmente, no próprio campus da UTAD, considerado o maior jardim botânico da Península Ibérica.
Criado em 1982, na altura como Núcleo de Estudo e Proteção de Aves, o NEPA, que “foi o primeiro grupo dedicado à proteção da Natureza que surgiu no concelho”, assumiu ao longo dos anos um papel muito importante na região, estando, por exemplo, na génese do Centro de Recuperação de Animais Selvagens (CRATAS) que, durante vários anos geriu mas que agora está integrado no Hospital Veterinário da UTAD.
Outra das muitas ações de relevo desenvolvidas pelo Núcleo foi o “recenseamento avifaunístico da região (Serra do Marão, Alvão, Padrela e Vale do rio Corgo)” que culminou com a publicação do trabalho ‘Situação e distribuição das Aves de Presa nas Serras do Marão/Alvão e zonas limítrofes’, apresentado na V Conferência Internacional sobre Rapinas Mediterrâneas, realizado em Évora em 1986”, e que serviu de base para outros “trabalhos sobre o impacto das atividades de taxidermia, anilhagem, colocação de ninhos artificiais, educação ambiental e exposições”.
O Projeto de Reciclagem de Papel e Vidro no Campus Universitário (no qual foi pioneiro em Portugal relativamente ao papel) e o Projeto em Defesa do rio Corgo, dinamizado em conjunto com a QUERCUS – Vila Real, foram outros dos projetos lançados pelo NEPA, que continua a desenvolver parcerias e a participar ativamente em ações de proteção da natureza como, por exemplo, a Semana do Voluntariado do Alvão ou o projeto “Salvemos os Sapos”, entre outros.
Para saber mais sobre o NEPA e participar nas suas atividades basta seguir o Núcleo no Facebook ou contactar os seus responsáveis através atnepaaautad@gmail.com.




