Vila RealNervir defende IRC de zero por cento para as pequenas empresas

Nervir defende IRC de zero por cento para as pequenas empresas

Acompanhando de perto a situação económica do distrito, a Nervir voltou a defender publicamente algumas “medidas arrojadas” para resgatar o tecido empresarial da região da espiral descendente em que se encontra. A Associação Empresarial classifica como preocupante, por exemplo, a taxa de desemprego, que tem crescido a um ritmo de dois por cento ao mês.

O presidente da Associação Empresarial de Vila Real – Nervir, Luís Tão, defendeu como medida âncora para resgatar o tecido empresarial da região o estabelecimento do Imposto sobre os Rendimentos Coletivos (IRC) a zero por cento para as micro e pequenas empresas da região.

A medida foi defendida durante uma conferência realizada, no dia 2, em Vila Real, no âmbito da iniciativa “Prémio Portugal PMEs”. “Entramos numa espiral da qual será difícil sair”, explicou ao Nosso Jornal o presidente da Nervir, mantendo ainda a “esperança” de que o Governo venha a tomar decisões que apontem para o caminho certo.

Entre as medidas enumeradas pelo mesmo responsável está a redução da taxa de IRC para zero por cento para as pequenas empresas da região que não ultrapassem uma faturação superior a um determinado valor preestabelecido.

“Nas pequenas empresas quando se fala de lucros não se fala de dinheiro em caixa” isso porque “grande parte ainda é devido pelos clientes” e outra grande fatia é direcionada para investimentos, defendeu Luís Tão, justificando ainda a medida com o facto de o bolo conseguido com a taxa de IRC cobrada às empresas da região transmontana ser “ínfimo” para os cofres do país.

O mesmo responsável defendeu ainda o fim do Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) das pequenas empresas ao Estado, isso porque, na maior parte das vezes, os 23 por cento cobrados pelo poder central têm que ser saldados muito antes do próprio Estado pagar a fatura em causa, uma situação que contribui para estrangulamento financeiro das empresas.

Luís Tão voltou ainda a apontar o dedo às portagens, defendendo que estas deveriam sair do quotidiano da região transmontana e alto duriense.

Essas e outras medidas são defendidas pela Nervir em prol do tecido empresarial da região, e, consequentemente, no esforço ao combate à problemática do desemprego, que tem crescido “a um ritmo superior a 2 por cento”.

“Se tivermos em conta que temos um tecido empresarial composto sobretudo por micro empresas, cada duas ou três pessoas que são despedidas corresponde ao fecho de uma empresa”, sublinhou o presidente da direção da associação.

De acordo com os dados publicados nas Estatísticas Mensais do Instituto de Emprego e Formação Profissional, o número de desempregados inscritos no distrito no final do mês de agosto era de 13.555 pessoas, ou seja, cresceu 2,46 por cento face ao mês anterior.

A taxa de desemprego no distrito, estimada pela NERVIR, rondará os 16,7 por cento, no conjunto de concelhos do distrito de Vila Real. “Mesão Frio continua a apresentar a taxa de desemprego mais elevada, na ordem dos 29,7 por cento, e que continuou a subir em agosto. Montalegre apresenta a taxa mais baixa com cerca de 11 por cento. As taxas de desemprego em Vila Real e Chaves serão agora próximas de 15 e 17 por cento, respetivamente.

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