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120 investigadores unidos no projeto INTERACT

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) realizou, nos dias 12 e 13, as 2ªs Jornadas do projeto INTERACT, uma iniciativa que pretendeu dar visibilidade ao trabalho de 120 investigadores ao longo do primeiro ano de vida do projeto, o qual cobre áreas multidisciplinares, desde a socioeconomia às ciências florestais, química, ecologia, geologia, biologia molecular ou ciências veterinárias.


Uma das grandes apostas é claramente preparar o setor agroflorestal para as alterações climáticas e prever futuros cenários alternativos, o que constitui também um dos mais importantes desafios que se colocam atualmente ao país. Daí que, entre os propósitos do projeto, esteja a criação de um mapa de riscos estruturais de incêndios que conduzam a previsões de quando há mais suscetibilidade de incêndios, combinando o risco estrutural com os fatores meteorológicos.

Com um orçamento superior a quatro milhões de euros, o projeto propõe-se abrir novas portas para o futuro de uma região que continua com imensos recursos por explorar. Os investigadores encontram-se, assim, apostados em determinar as oportunidades e o potencial produtivo com base na economia local, particularmente no domínio dos recursos agroalimentares assentes na produção animal, vegetais, frutas, azeitonas, nozes, vinho, floresta, e flora nativa, plantas medicinais, entre muitos outros.

Como reconheceu o seu coordenador, Rui Cortes, trata-se de um projeto de investigação “que representa o maior interface de investigadores de diferentes domínios”, sendo que “a grande aventura foi lançar um projeto que agrupa numerosos investigadores geralmente de costas voltadas”.

No primeiro dia das jornadas, que decorreu no auditório dos Blocos Laboratoriais da UTAD, tiveram lugar várias dezenas de apresentações, com destaque para o trabalho dos bolseiros de investigação envolvidos no projeto. O segundo dia dos trabalhos, que teve lugar no auditório do Regia-Douro Park, foi mais virado para o exterior, visando em particular os stakeholders, no propósito de que a investigação deve andar lado a lado com a transferência de conhecimento e tecnologia em especial para o tecido empresarial.

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